Victor Carvalho, aluno do Mestrado em Paleontologia da Universidade de Évora e da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA, trouxe para Portugal, pela primeira vez, o Prémio Lanzendorf – National Geographic, com a ilustração de um dinossauro carnívoro do Museu da Lourinhã.

A obra vencedora, intitulada “Baryonyx revisited”, faz referência à morfologia e à anatomia da espécie Baryonyx walkeri, conhecida pela ciência desde o final da década de 80, e foi o resultado de um ano de trabalho conjunto entre o paleoartista luso-brasileiro Victor Carvalho, e os investigadores da Universidade Nova de Lisboa, Octávio Mateus e Darío Estraviz.

O artista e estudante de paleontologia, que é também Mestre em Desenho pelo Instituto de Belas Artes da Universidade de Lisboa, já trabalha com a reconstituição de animais extintos há mais de uma década, ao longo da qual já colaborou com investigadores do Museu de História Natural do Rio de Janeiro e o Museu da Lourinhã.

Victor Carvalho refere que este gosto pela paleoarte começou quando tinha cerca de 7 anos de idade e recebeu uma enciclopédia ilustrada com mais de 50 fascículos sobre animais pré-históricos, com obras de dezenas de artistas. “A partir desse contato, eu nunca mais consegui parar de desenhar dinossauros e outros animais extintos. Com o passar dos anos, não só a minha técnica foi aprimorando, como o conhecimento e o rigor científico, essencial para qualquer ilustração científica, foram introduzidos às obras. O que passou a me fascinar na paleoarte é que a cada projeto eu sempre aprendo alguma coisa nova, ou sobre o organismo que está a ser reconstituído, ou sobre o processo em si” refere o paleoartista. 

“Para mim, este reconhecimento e fazer parte desta seleta lista de ilustradores, dos quais muitos eu admiro o trabalho há anos, traz-me muita alegria. É um sentimento de dever cumprido” confessa Victor, que irá receber esta distinção em 2022, durante o congresso da Society of Vertebrate Paleontology que terá lugar em Toronto.

Este prémio é uma parceria desta sociedade de paleontologia com National Geographic, e é considerada globalmente a mais prestigiante distinção na área da paleoarte, vertente artística do desenho científico que procura que produzir interpretações credíveis da vida pré-histórica e dos organismos que dela fazem parte.

O Prémio Lanzendorf-National Geographic PaleoArt decorre desde 2000 e foi criado por John J. Lanzendorf para reconhecer os melhores trabalhos na ilustração científica paleontológica e na arte naturalista.

Fonte: Nota de Imprensa / Universidade de Évora

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