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Alentejo Hoje

Mais de 30 mulheres já foram operadas no Hospital de Évora

Serviço de Urologia é pioneiro em técnica curativa da incontinência urinária

O Serviço de Urologia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) transmitiu, em direto, uma intervenção cirúrgica no bloco operatório, na passada sexta-feira, utilizando uma nova técnica curativa da incontinência urinária de urgência em mulheres com bexiga “hiperativa”.

Maria Antónia Zacarias

01 Março 2016 | Fuente: Redacção D.S.

Este hospital é o único no país a desenvolver esta prática e, como tal, organizou um workshop com o objetivo principal de transmitir este conhecimento de forma a contribuir para uma melhor qualidade das pacientes. De acordo com o diretor do Serviço de Urologia, Cardoso Oliveira, a taxa de sucesso ronda os 80 por cento.

Os dois urologistas do Hospital do Espírito Santo de Évora, Cardoso de Oliveira, diretor do Serviço e Pedro Galego, assistente hospitalar são os pioneiros desta técnica e os únicos que a realizam em Portugal.

Esta intervenção cirúrgica inovadora tem como objetivo o tratamento cirúrgico curativo e definitivo da incontinência urinária de urgência que afeta gravemente a qualidade de vida e tem grande prevalência na comunidade, principalmente na mulher pós-menopáusica.

Segundo o urologista Cardoso Oliveira, esta cirurgia é inovadora “porque tenta dar resposta a uma situação clínica em que as senhoras perdem urina não quando fazem esforços, que essa já é tratada cirurgicamente há muito tempo, mas em que a doente tem urgência em urinar, mas que não tem tempo de chegar à casa de banho e quando lá chega já vai urinada”. Isto é, a mulher tem perdas graves de urina, salientando, o mesmo responsável, que há doentes que chegam a urinar 18 vezes por noite e 20 vezes por dia.

O diretor do Serviço de Urologia explicou ao “Diário do Sul” que cerca de 40 por cento das mulheres, após a menopausa, têm incontinência urinária de urgência, mas advertiu que algumas estatísticas apontam para 60 por cento.

O médico sublinhou que são doentes cujo problema não é possível controlar com terapêutica médica, daí ser proposta esta cirurgia inovadora. “Esta patologia tem sido considerada, apesar dos avanços terapêuticos, sobretudo na área farmacológica, como não curável. Contudo, com esta nova técnica, a cura é possível, em cerca de 80 por cento dos casos”, frisou.

Cirurgia por via
laparoscópica
trata 80 por cento
das doentes

Cardoso Oliveira explicou que esta cirurgia “passa pela colocação de uma prótese desenhada especialmente para o efeito, uma malha com umas características diferentes que é visível na ressonância magnética, no pós-operatório e que, inicialmente, era feita por via aberta, mas agora já fazemos por via laparoscópica”.

Esta prática foi iniciada em 2013 tendo sido operadas já 31 doentes. “Temos doentes desde os 40 aos 78 anos, mas a média de idade ronda os 60 e poucos anos”, afirmou, acrescentando que a taxa de cura ronda os 80 por cento.

Com a realização deste workshop, a ideia foi mostrar as potencialidades desta cirurgia para que possa passar a ser feita também noutros hospitais. “A formação contínua e a investigação têm sido as imagens de marca do Serviço de Urologia do HESE, na última década, que conta também com as valências de Urologia Oncológica, Cirurgia Minimamente Invasiva “Laparoscopia e Endourologia”, Uroginecologia, Litíase e Andrologia”, avançou o gabinete de comunicação do hospital.

Este evento contou com o patrocínio científico da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia (APNUG), Associação Portuguesa de Urologia (APU) e Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) e com a presença dos respetivos presidentes e outros membros das direções destas sociedades científicas.

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