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Alentejo Hoje

Gripes? Constipações? Farmacêutica do HESE aconselha utentes

Pico da epidemia está para breve, “mas toma de antibióticos é decisão do médico”

Com a chegada do tempo frio, o número de constipações, gripes e infeções bacterianas aumenta. O diretor-geral da Saúde, Francisco George afirma, contudo, que este inverno está a ser normal, salientando que o pico da epidemia ocorre nestas semanas.

Maria Antónia Zacarias

26 Janeiro 2016 | Fuente: Redacção D.S.

De acordo com a farmacêutica hospitalar do Hospital do Espírito Santo de Évora, Filipa Tatá, as gripes e constipações são ambas infeções virais mas causadas por vírus diferentes, considerando que a toma de antibióticos destina-se única e exclusivamente a tratar infeções bacterianas, cabendo ao médico realizar o diagnóstico correto e decidir, caso seja necessário, qual o antibiótico a utilizar.

A farmacêutica salienta que, no caso da gripe, os sintomas manifestam-se de forma súbita: mal-estar, febre alta, dores no corpo. Nas constipações, ao contrário da gripe, os sintomas são limitados às vias respiratórias superiores: nariz entupido e irritação na garganta. Raramente ocorre febre alta e dores no corpo.

Filipa Tatá afirma que para o tratamento das constipações e gripes recomenda-se a ingestão de muitos líquidos (água) e repouso “para que o organismo tenha capacidade de superar a infeção viral”. E acrescenta: “Os medicamentos utilizados são apenas para tratar os sintomas. A utilização de antibióticos não traz qualquer benefício”.

Contudo, adverte que se suspeitamos de complicações ou se os sintomas persistem, os doentes devem contactar o médico.
A mesma responsável sublinha que para prevenir a ocorrência destas infeções é recomendável a vacinação. “Todas as pessoas com idade superior a 65 anos, doentes diabéticos ou com doença cardíaca, assim como pessoas com um sistema imunitário débil, devem ser vacinadas”, frisa.

Mas, afinal, quando devemos
tomar antibiótico?

A farmacêutica faz questão de evidenciar que os antibióticos “destinam-se única e exclusivamente para tratar infeções bacterianas. Não são uma solução para tratar gripes e constipações”, adiantando que apenas um médico pode realizar o diagnóstico correto e decidir qual o antibiótico a utilizar. “Um antibiótico tomado hoje pode não ser o ideal para os mesmos sintomas noutro momento. É muito importante tomar os antibióticos de forma responsável e correta. Devemos cumprir todas as indicações do médico e não devemos interromper só por nos sentirmos melhor”, alerta.
A técnica avança ainda que deve entregar-se na farmácia todos os antibióticos restantes do tratamento “para não cair na tentação de voltar a tomar sem indicação médica”.

Filipa Tatá realça que “as pessoas devem utilizar o antibiótico como algo de grande valor. A descoberta do antibiótico foi um dos maiores êxitos da medicina, aumentou em muitos anos a esperança de vida e diminui drasticamente a mortalidade infantil!”. Nesse sentido, considera que para que a população possa continuar a beneficiar destes resultados, “é urgente reservar os antibióticos e utilizá-los apenas quando necessário e prescritos pelo médico. Ao proteger o antibiótico está a cuidar de si e de todos nós!”. É este o conselho do Serviço Farmacêutico do Hospital de Évora.

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