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Desde 1981 que a curva desce

Mortes até um ano baixaram de 134 para seis no Alentejo

O Alentejo atingiu o segundo nível mais baixo de sempre de mortes de crianças com menos de um ano, tendo garantido lugar de destaque no país por ser a região com menos óbitos nesta faixa etária.

Roberto Dores

08 Janeiro 2016 | Fuente: Redacção D.S.

Há seis vítimas registadas no último ano, segundo os dados mais atuais revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, quando em 1981 tinham morrido na região 134 bebés. 2010 continua a ser o ano do recorde, quando a região lamentou cinco mortes, mas em 2012 ainda chegou às preocupantes 14.

Por sub-regiões, o Alentejo Litoral registou duas vítimas, depois de em 1981 ter lamentado 22, enquanto o Alentejo Central teve um óbito com menos de um ano contra os 40 relativos ao início da década de 80. O Alto Alentejo contabilizou três vítimas, depois das 32 de há 35 anos, ao passo que o Baixo Alentejo não perdeu vidas nas mais recentes estatísticas tendo lamentado 40 em 1981.

Um obstetra contactado pelo “Diário do Sul” congratula-se com este resultado, sublinhando que apesar de a região alentejana estar entre as zonas do país onde nascem menos crianças, cerca de 2 mil por ano, este dado acaba por ser um sinal de esperança muito relevante para as autoridades de saúde.

Quer isto que a região atingiu a média que até aqui distinguia os líderes europeus - Finlândia, Suécia ou Noruega – segundo já tinha sublinhado o próprio diretor-geral de Saúde, Francisco George.

Já no diz respeito à mortalidade prematura, ou seja, antes dos 70 anos, a região também apresenta uma boa classificação, com uma taxa que baixou de 23,3% para os 22,6%, mas ainda longe do compromisso assumido por Portugal de chegar aos 20% até 2020. Por isso mesmo a DGS sublinha que “a morte prematura constitui um desafio que não pode ser ignorado”.

As causas de mortalidade prematura variam consoante os grupos etários. No período infantil, os óbitos devem-se sobretudo a malformações congénitas e baixo peso, por exemplo; nos jovens são os acidentes a principal causa de morte; já na idade adulta são as doenças crónicas não transmissíveis, como as doenças cerebrocardiovasculares e a doença oncológica as principais responsáveis por mortes prematuras.

Aliás, o Plano Nacional de Saúde assume o compromisso de combater as mortes evitáveis, bem como os anos vividos sem qualidade por diversas causas ou doenças. Segundo os números nacionais disponíveis, em2009, foram mais de 116 mil os anos de vida perdidos antes dos 70 anos, quase um terço do total contabilizado pelo INE.

Como o “Diário do Sul” já avançou, os acidentes rodoviários são a principal causa de morte no Alentejo para óbitos abaixo dos 70 anos, segundo revelam os dados INE. Segue-se o suicídio e, em terceiro lugar, estão as doenças cardíacas. Em média, cada morte ocorre dez a doze anos mais cedo do que seria expectável pela esperança média de vida.

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