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Especialista dá consultas em Évora

Doenças mais comuns da Endocrinologia destacadas pela médica Margarida Loureiro

Há cerca de um ano que a endocrinologista Margarida Loureiro dá consultas no Instituto Clínico de Évora. Atualmente, o instituto encontra-se no Bairro do Bacelo e na Vila Lusitano, dispondo de consultas em mais de 30 especialidades distintas.

Marina Pardal

20 Agosto 2015 | Fuente: Redação D.S.

Em entrevista na Rádio Telefonia do Alentejo, a médica abordou algumas doenças mais comuns que estão associadas a esta especialidade, nomeadamente as patologias relacionadas com a tiroide, a diabetes e a obesidade.

De acordo com Margarida Loureiro, “a Endocrinologia é o estudo das disfunções do sistema endócrino”, especificando que “no nosso organismo temos glândulas de secreção exócrina, ou seja, o produto é lançado para dentro da cavidade corporal, como o sistema gástrico ou o sistema salivar; e temos glândulas de secreção endócrina, ou seja, o produto final é lançado no sangue e vai pelo sangue fazer a sua atividade aos múltiplos sistemas celulares”.

A mesma especialista destacou que “algumas das doenças mais comuns tratadas por esta especialidade são as situações associadas à disfunção com a glândula tiroideia; mas também a diabetes e a obesidade”.

No que diz respeito à sua relação com o Alentejo, Margarida Loureiro salientou que “dou consultas em Évora há cerca de três anos, sendo que estou no Instituto Clínico de Évora há um ano”, referindo que “dou consulta à terça-feira, embora tenha facilidade para me deslocar a Évora também à quarta-feira”.

Acrescentou ainda que, “contudo, a minha experiência no Alentejo já é mais antiga, pois há cerca de 18 anos que dou consultas na região”.

Doenças relacionadas
com a tiroide, diabetes
e obesidade

Segundo esta médica, ao nível da tiroide, “a patologia nodular da tiroide é a mais comum”, revelando que “em Portugal uma em cada 16 mulheres tem nódulos da tiroide e um em cada 60 homens apresenta esta patologia”.

Realçou também que “hoje em dia esses nódulos são detetados mais frequentemente por uma maior sensibilidade dos meios complementares de diagnóstico e porque começa a haver algumas campanhas de sensibilização para estas doenças”.

Explicou ainda que “os nódulos estão associados a uma função tiroideia normal e quando há queixas referentes ao pescoço há uma tendência para pedir uma ecografia e aí são identificados os nódulos”, garantindo que “a maior parte dos nódulos são benignos, embora cinco a dez por cento serem malignos”.

Quanto ao tratamento, a endocrinologista frisou que “normalmente, estes nódulos têm recomendação para serem vigiados, mas há situações em que é necessário cirurgia”.

Para além disso, evidenciou que “as duas disfunções ao nível funcional da tiroide são o hipertiroidismo e o hipotiroidismo”.

Em relação à primeira, “é quando a tiroide começa a funcionar demais, por razões de excesso hormonal, o que leva a perda de peso, palpitações, intolerância muito grande ao calor”, lembrando que “é menos comum e que os sintomas são rápidos a surgir”.

Já o hipotiroidismo, “é mais comum, caracteriza-se por haver produção em deficiência e os sintomas, como cansaço, sonolência, dificuldade de concentração ou intolerância ao frio, podem demorar anos a aparecer esses sintomas”, sustentou Margarida Loureiro.

Relativamente à diabetes, lembrou que “é uma doença silenciosa, sendo que cerca de metade da população portuguesa tem diabetes, mas metade dos diabéticos não sabe que o é”.

A especialista descreveu que “a diabetes tipo I é a menos comum e prende-se a uma destruição das células do pâncreas, associada à falta de insulina, sendo uma doença autoimune”.

Explicou que “apresenta sintomas que permitem rapidamente o diagnóstico, como perda de peso, muita sede, muita fome ou falta de força muscular, e aparece por norma numa faixa etária muito jovem”.

Já a diabetes tipo II, “aparece em idades mais tardias e é aquela que prevalece “, observou a médica, dizendo que “está associada, normalmente, a excesso de peso e numa fase inicial não há défice de insulina, mas a insulina que é produzida não está capaz de exercer a sua ação”.

Margarida Loureiro recordou que “cerca de 90 por centos dos diabéticos são obesos, havendo depois outras doenças associadas, nomeadamente a nível cardiovascular, hipertensão ou dislipidemia (gordura no sangue)”.

De acordo com a médica, “a obesidade infantil preocupa-nos bastante, até porque há excesso de peso em metade das crianças e 25 por cento são mesmo obesas”, adiantando que “a diabetes também está a aumentar na população infantil, associada ao excesso de peso”.

Daí que a endocrinologista defenda que haja “mais campanhas de sensibilização, para perder peso, para a prática de exercício físico, para uma alimentação saudável ou para a realização de rastreios”.

A médica deixou ainda um alerta, relativamente a ações realizadas no Instituto Clínico de Évora. “No dia 15 de setembro, a partir das 15 horas, vou estar na Vila Lusitano numa campanha de sensibilização para a patologia da tiroide, uma vez que um estudo demonstrou que há uma carência de iodo em 45 por cento da população jovem” (o iodo é necessário para um funcionamento saudável da tiroide).

Margarida Loureiro adiantou ainda que “vou lá estar a prestar esclarecimentos sobre a patologia tiroideia e a fazer medições capilares grátis da glicemia para diagnóstico da diabetes”, sendo recomendado telefonar para agendar.

O Instituto Clínico de Évora encontra-se no Bairro do Bacelo, Rua Tó Quim Barreto n.º 15 r/c, e na Vila Lusitano, Rua Frei José Maria Évora n.º 25. Mais informações pelos telefones 266 780 200, 266 709 823 ou 925 483 206.

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