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Com o Verão à espreita

Centros de saúde do Alentejo vão ter acesso rápido às temperaturas

O Alentejo é uma das regiões prioritárias no novo plano que pretende reduzir a mortalidade por ondas de calor, passando os centros de saúde de Évora, Beja e Portalegre a terem acesso rápido aos valores das temperaturas registadas nas estações meteorológicas mais próximas, a partir de agora. O plano entrou em vigor sexta-feira e prolonga-se até 30 de Setembro.

Roberto Dores

18 Maio 2015 | Fuente: Diário do Sul

De resto, o acesso dos centros de saúde às temperaturas, quase em cima da hora, é a principal novidade do chamado Plano de Contingência para as ondas de calor da Direcção Geral da Saúde (DGS), definido com o objectivo de contribuir para que os centros de saúde possam funcionar melhor.

Uma aposta da tutela que ambiciona evitar idas às urgências dos hospitais e várias mortes, como tem acontecido na época de Verão, devido ao calor excessivo nos últimos anos.

“A partir de hoje os alertas passam a ser feitos pelos centros e saúde que têm acesso aos dados das estações meteorológicas mais próximas”, explica Paulo Diegues, da Divisão de Saúde Ambiental e Ocupacional da DGS e responsável por este plano, para quem esta mudança permitirá uma avaliação de risco "mais rigorosa", reduzindo "a malha" das temperaturas e garantida "uma melhor avaliação do risco", já que até agora as previsões das temperaturas eram dadas por distrito.

Esta informação apenas estará disponibilizada para as autoridades de saúde, através de uma zona reservada no site da DGS, tendo sido definidos três níveis de alerta: verde (nível 0 - temperaturas normais para a época do ano), amarelo (nível 1- temperaturas elevadas que podem provocar efeitos negativos na saúde) e vermelho (nível 2 - temperaturas muito elevadas e que podem provocar efeitos graves na saúde).

Segundo um despacho do secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, publicado no Diário da República, a 23 de Abril, "todos os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem assegurar, de forma eficaz", os seus planos, os quais devem levar em conta "a realidade local".

Os planos devem "reduzir a vulnerabilidade a situações de pico de procura e aumentar a capacidade de resposta local" e "sensibilizar os profissionais de saúde e a população em geral, e em especial os grupos de risco, para os efeitos na saúde decorrentes dos picos de frio e ondas de calor".

Segundo o despacho assinado por Fernando Leal da Costa, neste período "os serviços e estabelecimentos do SNS devem adoptar medidas que permitam uma adaptação célere às maiores necessidades de resposta em serviços de urgência, competindo às Administrações Regionais de Saúde (ARS) a coordenação das respostas e a sua integração nos diferentes níveis de prestação de cuidados".

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