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Fósseis são apresentados em plataforma virtual

PaleoMuseu já conta com duas colecções paleontológicas catalogadas

Mostrar ao “mundo” as coleções paleontológicas que existem em diversos museus e instituições nacionais é o objetivo central do projeto, que está online desde 2014 e já recebeu mais de dez mil visitas.

Marina Pardal

21 Abril 2016 | Publicado : 16:56 (26/02/2016) | Actualizado: 10:39 (21/04/2016) | Fuente: Redacção D.S.

A ideia de criar um museu virtual de fósseis partiu de dois alunos do mestrado de Paleontologia da Universidade de Évora e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa

Atualmente, o PaleoMuseu conta com duas coleções paleontológicas catalogadas. A primeira foi a do Museu de Évora, com 150 peças fósseis, seguindo-se a coleção do Centro de Ciência Viva de Estremoz, com 282 fósseis.

O conceito foi desenvolvido pelos alunos Joana Damas (natural de Leiria) e Pedro Fialho (natural de Évora), contando também com a ajuda de vários voluntários.

Com a consolidação deste projeto foi criada a Associação PaleoMuseu, que tem como presidente da Direção, Pedro Fialho, que atualmente já terminou o mestrado.

“Foi no âmbito da disciplina de Museologia e Património que surgiu esta ideia, quando nos foi pedido um projeto que ajudasse a divulgar a ciência”, contou o jovem.

Explicou ainda que “depois de termos terminado a disciplina, em junho de 2014, continuámos a desenvolver o projeto e em setembro desse ano lançámos o site”.

De acordo com Pedro Fialho, “neste momento só temos ainda fotografias das peças fósseis, mas estamos a fazer recolha de informação sobre os diferentes tipos de espécies e famílias para que quem visite o site não tenha apenas a informação que está nos museus”.

Na sua perspetiva, “a grande mais-valia do PaleoMuseu é que permite aos investigadores, principalmente de fora do país, acederem às peças e poderem fazer comparações e estudos sem terem de ir aos locais”.

Sublinhou ainda que “ajuda também a preservar as peças caso aconteça alguma coisa no museu ou na instituição, pois existe esta inventariação”.

O presidente da Associação PaleoMuseu evidenciou também que “recorremos ao crowdfunding (financiamento colaborativo), através do qual conseguimos 1700 euros para comprar material informático que temos utilizado no nosso trabalho”.

Quanto ao futuro, Pedro Fialho adiantou que “estamos a começar a trabalhar com a Sociedade de História Natural, de Torres Vedras, que está a apoiar o nosso projeto e o objetivo é começarmos a fazer investigação com eles”.

Para além disso, “já fomos contactados por outros museus, nomeadamente por um de Porto de Mós, mas ainda não foi possível irmos lá, e estamos à procura de outros museus aqui na zona para fazer a catalogação das peças”, disse o jovem.

Segundo Pedro Fialho, “o objetivo é tornar o projeto rentável, mas ainda não o é”, realçando que “até agora tem sido uma ajuda para ganharmos experiência, até porque trabalhar na área da Paleontologia em Portugal não é fácil, mas desta forma temos possibilidade de fazer investigação e de contactar com especialistas”.

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