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Municípios estão a responder a inquérito sobre as suas capacidades

CIMAA está disponível para criar condições para acolher refugiados

Uma centena de câmaras já responderam ao inquérito da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) para conhecer as disponibilidades das autarquias para receberem refugiados, avançou o presidente da associação, Manuel Machado. A presidente do (CPR), Teresa Tito de Morais, afirmou ontem também que o plano de acolhimento para os refugiados que está a ser organizado prevê o alojamento e a integração local d

Maria Antónia Zacarias

22 Outubro 2015 | Publicado : 12:15 (22/10/2015) | Actualizado: 12:22 (22/10/2015) | Fuente: Redacção D.S.

Armando Varela salientou que os municípios do Alto Alentejo e a instituição que preside (CIMAA) estão disponível para “criar soluções de contingência para os refugiados”. O dirigente reforçou que a CIMAA quer ser parte da solução em função da capacidade que cada um tenha para promover as condições de acolhimento dos refugiados.

“Queremos contribuir para o que for necessário no âmbito daquilo que são os direitos dos refugiados de guerra em articulação com a Comissão Europeia”, sustentou Armando Varela e acrescentou: “Não falamos de uns migrantes quaisquer, falamos de refugiados de guerra”.

O mesmo responsável considerou que a resposta que “temos que dar é estarmos disponíveis, numa responsabilidade social para com esses refugiados”. A seu ver, a região Alentejo, perante estas circunstâncias tem que estar “atenta àquilo que é a evolução da Europa e do mundo”.

Armando Varela evidenciou que, neste momento, o mundo também precisa de Portugal. “Nós temos problemas, certamente que sim, mas há por esse mundo fora, nomeadamente no Médio Oriente, casos muito mais graves que devem merecer a nossa atenção e apoio”. A ajuda, na sua opinião, deve ser feita com os municípios a criarem as condições de receção e alojamento para os refugiados.

No entanto, o autarca considerou que o problema é muito mais amplo do que o gesto de acolher refugiados, considerando que é imprescindível “uma intervenção nos países de onde são oriundas essas pessoas”.

Estratégias para alojamento
e integração local dos migrantes

A Associação Nacional de Municípios Portugueses está a promover um inquérito aos municípios para “averiguar as disponibilidades concretas existentes” em cada concelho para acolherem refugiados, cujos dados serão entregues à Alta Autoridade para as Migrações. De acordo com a agência Lusa, apesar de o questionário ter começado a ser distribuído às autarquias há menos de duas semanas, a associação já recebeu resposta de cerca de uma centena de câmaras. Mas, adianta que são esperadas mais disponibilidades, visto que há ainda municípios que estão a aguardar informação sobre as condições de que dispõem instituições locais dos respetivos concelhos.

A situação dos refugiados é de “tragédia humanitária, a que ninguém pode ficar indiferente”, mas “é uma realidade complexa que não pode ser enfrentada por nenhum país isoladamente, nem por nenhum município individualmente dentro de um país como Portugal”, realçou o presidente da ANMP.

Também a presidente do Conselho Português para os Refugiados (CPR), Teresa Tito de Morais, afirmou ontem que está a ser organizado um plano de acolhimento, uma estratégia, que contenha várias premissas: “que não passe apenas pelo alojamento, que passe também pela integração local, daí que o trabalho feito com as câmaras é relevante”.

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