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Centenas de cavalos recebidos com aplausos

Viana do Alentejo saiu à rua em festa para dar as boas-vindas à romaria

Cristina “entra” cansada a Viana do Alentejo mas abraça o cavalo. “Está feito. Foi a minha primeira romaria. Lindo, lindo, lindo”, elogiava a cavaleira que à 15ª Romaria entre a Moita e Viana decidiu acompanhar o irmão na aventura. “Foi tão emocionante chegar e ver toda esta gente à nossa espera. Estou sem palavras”, desabafava a jovem ao “Diário do Sul”, enquanto centenas de cavalos continuavam a chegar. Ao longo de quase meia hora, após a entrad

Roberto Dores

28 Abril 2015 | Publicado : 16:17 (28/04/2015) | Actualizado: 16:36 (28/04/2015) | Fuente: Redação D.S.

Terão sido mais de 500 os cavalos que chegaram a Viana do Alentejo. Houve mesmo quem garantisse ter contado 516. Mera curiosidade que pouco importa numa romaria que mistura religioso e pagão ao longo de quase 170 quilómetros pela “Canada Real”, dando cumprimento à velha tradição da já célebre cavalgada entre quintas, vinhas e montes.

“Correu muito bem. Era esta a nossa expectativa e estamos todos satisfeitos. Centenas de cavalos e milhares de pessoas nas ruas faz desta romaria um dos maiores acontecimentos da nossa região e uma grande festa”, regozijava-se de sorriso aberto o presidente do município Bernardino Bengalinha Pinto, que remetia mais para a noite um dos momentos altos do dia.

E nem a chuva que se ia fazendo sentir a espaços foi suficiente para impedir o espectáculo equestre no picadeiro. Entre cavalos e música.”O cavalo está democratizado. Toda gente pode ver esta festa”, congratulava-se o autarca após as boas-vindas, numa opinião partilhada pelo edil da Moita. Rui Garcia, que também marcou presença, falou da “mais-valia turística que este evento já proporciona aos dois concelhos”.

Ao lado dos autarcas esteve o padrinho da romaria. O actor João Catarré desdobrou-se em fotografias, beijos e abraços com os fãs, não passando despercebido num mar de gente. Não conhecia à “festa”, mas diz que a experiência vai ser inesquecível. “Estou rendido e encantado com esta romaria e com esta terra que me acolheu tão bem. Eu conheço bem as gentes do Alentejo, porque os mais pais são da região e venho cá muito, mas estou tão surpreendido que não encontro palavras”, dizia, confidenciando que se chegou a “arrepiar” no momento em que “os romeiros entraram na vila com milhares de pessoas a aplaudir. Isto não se explica”, sublinhou o actor.

Já no Santuário, cavalos e charretes enchiam as imediações da igreja, onde na missa campal de domingo os cavaleiros pediram a bênção dos seus animais. Um ritual que durante largas décadas foi praticado pelos agricultores ribatejanos, mas que há mais de 70 anos viria a ser interrompido, para “ressuscitar” em 2000 por um grupo de amigos.

Voz agora a quem esteve na organização da romaria, mas na qualidade de romeiro. Miguel Fadista, da Associação Equestre de Viana do Alentejo, fez um balanço “animado” do percurso de quatro dias, debaixo de sol, chuva, vento, pó…enfim, tudo a que se tem direito por esses campos fora. “Chegámos cansados, de facto, mas costumo dizer que quem corre por gosto não cansa. A chegada a Viana e esta recepção maravilhosa compensa todo o esforço”, resumiu.


Romaria com grande
dinâmica turística

E como é que o turismo pretende aproveitar o potencial da romaria? Pergunta feita pelo “Diário do Sul” ao presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. António Ceia da Silva não poupa elogios ao evento. “É uma festa muito importante, com um público especial e um tipo de clientela que nos interessa muito a nível nacional e internacional”, sublinhou o dirigente, garantindo que a região tem condições para ir mais além nas actividades equestres.

“Temos grandes centros em Alter do Chão e Golegã e temos um conjunto de eventos importantes, como esta romaria, com grande dinâmica turística. Basta ver os milhares de pessoas que aqui estão para se perceber como isto é atractivo”, descreveu Ceia da Silva, alertando que o próximo quadro comunitário poderá ser aproveitado pelos gestores de áreas de turismo rural para construírem picadeiros ou boxes que potenciem receber turistas que possam fazer circuitos equestres.

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