Alentejo Hoje

EDIÇÃO DIÁRIA

Violência contra as Mulheres

Devemos Meter a Colher

Para assinalar o dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, consagrado pela Organização das Nações Unidas e refletir sobre esta problemática social o Município de Arraiolos promoveu a realização de uma conversa subordinada ao tema "Violência contra as Mulheres-Devemos Meter a Colher" conduzida pela Dr.ª Ana Beatriz Cardoso e pela Dr.ª Ana Russo da Associação Ser Mulher.

CM Arraiolos

18 Dezembro 2019

A violência contra as mulheres é uma grave violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, é uma das faces visíveis da discriminação de género, cujas consequências negativas não se limitam ás mulheres, atingindo também as suas famílias e a própria comunidade.

A convenção para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres (Convenção de Istambul/2011), ratificada por Portugal em 5 de Fevereiro de 2013, reconhece o caráter estrutural do fenómeno, definindo a violência contra as mulheres como "uma forma de discriminação contra as mulheres, abrangendo todos os atos de violência de género que resultem ou possam resultar, em danos ou sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos para as mulheres, incluindo a ameaça de tais atos, a coação ou a privação arbitrária da liberdade, tanto na vida pública como na vida privada".

Apesar de termos, hoje, um significativo conjunto de instrumentos legais internacionais e nacionais que visa o combate e prevenção das violências sobre as mulheres, a violência contra as mulheres e a violência doméstica, pelo seu caráter de violência de género, apresenta-se como um problema complexo, de difícil resolução, porquanto envolve uma necessidade de alteração de mentalidades, exigindo para isso um trabalho coletivo da sociedade, em que cada um(a) de nós tem um papel fundamental a desempenhar em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.

Verifica-se que a violência contra as mulheres na família e na sociedade se manifesta, independentemente, do rendimento, da classe social e da cultura, apelando-se ao olhar atento e descodificador do silêncio e à necessidade de rutura com as crenças e preconceitos que continuam a normalizar a violência contra as mulheres, bem como à urgência na prevenção geral e consciencialização do problema.

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