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Projeto de incentivo à literacia e educação para a comunicação social

Grupo Diário do Sul foi à EPRAL e alertou para o valor da informação e para os perigos do bullying

Marina Pardal

28 Novembro 2019 | Fuente: Redação DS

O valor da informação, a importância da literacia e os perigos inerentes ao bullying foram as matérias preparadas para abordar numa aula com os alunos do 2.º ano do curso de Técnico de Audiovisuais, da Escola Profissional da Região Alentejo (EPRAL).
A abordagem foi feita não por um dos professores habituais, mas por um jornalista do Grupo Diário do Sul, Bruno Calado Silva, no âmbito de um projeto de incentivo à literacia e educação para a comunicação social.
Promovido pelo Grupo Diário do Sul, nomeadamente pela plataforma Alentejo Hoje, o projeto conta com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.
No passado dia 19 de novembro, decorreu assim a terceira e última ação deste projeto, que contou também com uma breve descrição de enquadramento, por parte de José Miguel Piçarra, administrador do Grupo Diário do Sul.
O projeto tem como objetivos “incentivar a literacia, alertar para as notícias falsas que estão na internet e ampliar o leque de interesses dos estudantes, despertando a curiosidade por temáticas abordadas pelos meios de comunicação regionais”.
Os alertas sobre as situações de bullying, não só a nível presencial, mas sobretudo nesta nova vertente que são as redes sociais, foi um dos temas que mais suscitou interesse entre os jovens.
A par disso, o jornalista Bruno Calado Silva deu destaque à importância de saber distinguir uma notícia fidedigna de uma notícia falsa, as tão faladas “fake news”. Com a proliferação das notícias que circulam na internet pode não ser fácil fazer essa distinção, havendo uma partilha infinita de uma informação que não é real, que está incompleta ou que está desfasada a nível temporal, por exemplo.
Além disso, foi focado o papel dos meios de comunicação social regional, como forma de mostrar aquilo que acontece no nosso território e cuja proximidade é bem maior.
Para Susana Martins, professora de Português da turma de 2.º ano de Técnico de Audiovisuais, “é muito gratificante ter outras entidades a trabalharem connosco e, neste caso, já temos uma longa tradição com o Grupo Diário do Sul nesse sentido”.
Sublinhou que “estes são temas abordados nas aulas, dentro dos conteúdos das diferentes matérias, mas para eles é interessante haver esta aproximação com entidades exteriores à escola, até porque um jornal em papel já uma coisa em que poucos pegam”.
Na sua opinião, “mesmo no mundo digital, o interesse é pouco no que diz respeito às notícias”, explicando que “cingem-se a um determinado tema, como o futebol, por exemplo”.
Quanto às “fake news”, a professora frisou que “eles estão a ficar mais despertos e falam sobre isso, pois quando abrem essas notícias apercebem-se de que são falsas”.
Também foi isso que Susana Martins notou nesta última sessão do projeto. “Tenho pena que tenha acabado, pois os alunos estavam a ficar mais atentos a estas questões”, referiu, constatando que “juntar o tema do bullying com as 'fake news' permitiu captar-lhes mais a atenção”.
Acrescentou que “o bullying é algo que acontece em todas as escolas e na internet atinge proporções que não se registavam anteriormente, por isso é um tema que está na ordem do dia, ao mesmo tempo que lhes suscita interesse”.
Ricardo Almodôvar, aluno 2.º ano de Técnico de Audiovisuais, considerou que “a sessão foi interessante e acho que desde o jardim-de-infância que já ouço falar desta questão do bullying”, apontando que “relembrei algumas coisas e é uma ajuda para ficar mais alerta”.
No que diz respeito às “fake news”, o jovem confessou que “normalmente não presto muita atenção à origem das notícias, mas já fui enganado muitas vezes e agora talvez fique um pouco mais atento, até porque ultimamente já não fico só pelo título e leio a notícia”.
Essa perspetiva é partilhada por Guilherme Anahory, também aluno deste curso da EPRAL. “Estou atento a esta questão, pois o poder que uma notícia falsa pode ter sobre uma comunidade ou o mundo inteiro é um pouco preocupante”, relatou.
Em relação ao bullying, o jovem destacou que “acho interessante que se peça a opinião às pessoas a quem este tema diz respeito, acho que é algo que já se devia fazer há mais tempo”.
Reforçou que “o bullying já existe há muito tempo e ninguém alertava para essa situação, gostava que este tipo de projetos tivesse começado a ser feito há alguns anos atrás”.

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