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Património e papel das misericórdias foram temas abordados

Ciclo de conferências da Misericórdia de Évora encerrou com seminário internacional

Foi em fevereiro deste ano que a Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Évora deu início a um ciclo de conferências para pôr em destaque temas ligados à história, ao património e ao papel das misericórdias.

Marina Pardal

28 Novembro 2018

Na passada quinta-feira, decorreu, na Universidade de Évora (UÉ), a quinta e última destas conferências,
dedicada ao tema “As Misericórdias – Assistência, Práticas e Relações”. A sessão de abertura contou com a presença do provedor da SCM de Évora, Francisco, Lopes Figueira; do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos; do arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho; e da vice-reitora da UÉ, Ausenda Balbino.
Os intervenientes mencionaram a importância do papel das misericórdias, ao mesmo tempo que valorizaram a
realização de uma iniciativa como esta.
Ao longo do dia, participaram no seminário especialistas e académicos, nacionais e internacionais, que
promoveram o debate em torno de questões relacionadas com a história da Misericórdia, o seu património e o
papel de ação social desempenhado ao longo dos séculos.
À margem da sessão, Francisco Lopes Figueira disse que “foi a primeira vez que a SCM de Évora promoveu este
ciclo de conferências, o qual pretende repetir de dois em dois anos”.
Especificou que o objetivo é “aprofundar e partilhar informações sobre a história das misericórdias, em especial a
SCM de Évora”.
O provedor realçou que “a Misericórdia de Évora tem 519 anos, o que significa que temos uma responsabilidade
enorme de preservar o que foi toda a nossa história e todo o nosso património constituído ao longo destes cinco
séculos e isso é algo que não conseguimos, nem podemos, nem devemos esquecer”, justificando “daí a razão de
termos feito este ciclo de conferências para alimentarmos essa reflexão de uma história”.
Recordou que “nós temos cinco séculos para trás e nós hoje somos o resultado desses cinco séculos, o que, por
um lado, é uma responsabilidade, por outro, é um mastro que nos suporta para mais 500 anos”.
Na sua perspetiva, “este ciclo de conferências não foi propriamente uma iniciativa para o grande público, mas
sobretudo para as pessoas que se preocupam com este tipo de temáticas, quer de natureza social, quer das
próprias misericórdias, mas conseguiu mobilizar todas as comunidades científicas existentes por este país fora”.
Francisco Lopes Figueira evidenciou que “participaram no encerramento representantes de várias universidades
do país que se dedicam à história das misericórdias, bem como pessoas de outros países que se têm dedicado a
estudar as misericórdias e que partilharam aqui as suas investigações”.
Considerou que “até para a comunidade científica de investigadores foi uma iniciativa extremamente
enriquecedora para partilhar conhecimentos, experiências e informações”.
Por sua vez, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas sublinhou que “este ciclo de conferência incidiu
no património imaterial, mas também material das misericórdias, muito concretamente tomando a Misericórdia de
Évora como um exemplo das misericórdias em termos do património”.
Para Manuel de Lemos, “foi muito importante que esta iniciativa tivesse sido feita em cooperação com os centros
de estudos da universidade, pois dão robustez à reflexão e tornam-na naturalmente mais credível pelo peso que
tem uma universidade”.
Na sua opinião, “é uma iniciativa muito louvável que deveria ser replicada em outros sítios do nosso país porque a
consciência à volta da missão e do património imaterial que as misericórdias têm como um fator decisivo de
integração, de combate à exclusão e apoio à inclusão das pessoas é algo imprescindível”.
A esse respeito, Manuel de Lemos focou que “ainda há muito por fazer em diferentes setores da sociedade
portuguesa, isto apesar dos esforços que o Estado tem feito nesse sentido e da cooperação que tem existido”.
De acordo com o mesmo responsável, “seria importante que a Misericórdia de Évora publicasse as conclusões
deste ciclo de conferências para que não ficassem restritas às pessoas que participaram”.

A sessão de abertura contou com a presença do provedor da SCM de Évora, Francisco, Lopes Figueira; da vice-
reitora da UÉ, Ausenda Balbino; do arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho; e do presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos.

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