Alentejo Hoje

Sinistralidade rodoviária

Alentejo aumentou número de acidentes e já contabiliza 26 mortes em 2018

As estradas dos três distritos alentejanos registaram a mais baixa taxa de sinistralidade do país, mas ainda há a lamentar a perda de 26 vidas em acidentes rodoviários entre 1 de janeiro e 31 de agosto, igualando o registo de há um ano em período homólogo, depois das 30 vítimas mortais lamentadas em 2016.

Roberto Dores

06 Setembro 2018

Os dados foram agora divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e mostram ainda que houve o aumento do número de acidentes, embora com menos feridos graves. Ou seja, nos primeiros oito meses do ano, o Alentejo leva já um total de 3170 acidentes - mais 126 face a 2017 - dos quais resultaram 121 feridos, menos 33 que no ano anterior. O distrito de Beja voltou a ser a região mais acidentada do Alentejo. Os 1406 acidentes provocaram 17 mortes, mais cinco do que há um ano, enquanto em Évora os 1029 acidentes originaram seis vítimas mortais. Já em Portalegre um total de 735 acidentes fizeram três mortos, segundo as estatísticas disponibilizadas pela ANSR.
Já quanto aos feridos graves, Beja voltou a ser o distrito mais castigado com 38 vítimas, que, ainda assim, traduzem uma melhoria substancial face a 2017, quando a região chegou aos 65 feridos graves (uma redução de 27 vítimas). Évora somava até dia 31 de agosto 35 feridos, menos quatro face ao período homólogo do ano passado, enquanto Portalegre também melhorou - ainda que de forma ténue - o registo, com uma redução de 50 para 48 vítimas.

A ANSR relembra que para estes dados estatísticos leva em linha de conta conceitos como os acidentes na via pública ou que nela tenham origem envolvendo pelo menos um veículo em movimento, do conhecimento das entidades fiscalizadoras (GNR e PSP) e da qual resultem vítimas e/ou danos materiais.
É contabilizada a "vítima cujo óbito ocorre no local do acidente ou durante o respetivo transporte até à unidade de saúde" e "a vítima de acidente cujos danos corporais obriguem a um período de hospitalização superior a 24 horas", resume o mesmo organismo.
Como vem sendo habitual nas estradas do Alentejo, os despistes, o estado das vias e as condições climatéricas adversas são os três fatores que explicam grande parte dos acidentes graves nas vias da região, tendo a GNR canalizado esforços para a “ação preventiva” nas estradas do Alentejo, assumindo que o objetivo é, decididamente, apostar forte na “redução da sinistralidade grave” ao longo do ano.
Recorde-se que em 2012 a ANSR chegou a fazer referência aos distritos da região alentejana como um dos exemplos mais positivos do ano, perante um decréscimo da sinistralidade para níveis inferiores aos dos anos 60, levando em conta o número de viaturas em circulação nas nossas estradas.

Ferido grave no IP2
Uma pessoa ficou gravemente ferida e cinco sofreram ferimentos leves na sequência do despiste de uma viatura ligeira de passageiros. O acidente ocorreu no Itinerário Principal (IP) 2, no troço entre Portel e Vidigueira, tendo o alerta sido dado ontem pelas 15.41 horas. A carrinha de nove lugares transportava seis trabalhadores agrícolas, de nacionalidade romena. A viatura saiu da estrada e caiu numa ribanceira com cerca de quatro metros.

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