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Alentejo Hoje

Câmara Municipal diz estar atenta e a procurar soluções para o problema

Parque de autocaravanas em Évora não oferece segurança aos turistas

As queixas por parte dos auto caravanistas já chegaram à Câmara Municipal de Évora. Estes consideram que o parque que existe contíguo ao AMINATA Évora Clube não oferece condições de segurança.

Maria Antónia Zacarias

22 Agosto 2018

Paredes meias com um acampamento de nómadas, nomeadamente indivíduos de etnia cigana, os turistas mostram receio, argumentando que os equipamentos disponíveis estão danificados e seguem o seu caminho, abandonando a cidade. Confrontado com esta situação, o município afirma que está a proceder a todas as reparações, avançando, contudo, que está a estudar várias possibilidades para resolução do problema. Uma delas é transferir as famílias ciganas para um outro espaço e outra é construir um novo parque para auto caravanas noutro local de Évora que corresponda às necessidades de quem aqui quer pernoitar para visitar a cidade Património da Humanidade.
O vereador Eduardo Luciano explica ao “Diário do Sul” que o parque de autocaravanas foi uma iniciativa da Câmara Municipal no sentido de criar um espaço onde estes visitantes pudessem pernoitar e tratar dos seus equipamentos durante a sua viagem. “Este parque de autocaravanas está construído e adaptado num parque de estacionamento que fica junto a uma propriedade municipal e a propriedades privadas que têm sido utilizadas por cidadãos nómadas, de etnia cigana maioritariamente, para acampamentos”, assume.
De acordo com o autarca, esta situação tem vindo a criar alguns constrangimentos à utilização do parque, sobretudo por existir “uma sensação de insegurança”. Os auto caravanistas denunciam ainda a existência de algumas atitudes de destruição de equipamentos, como torneiras. Mas, o vereador sublinha que não pode atribuir-se a ninguém em particular o ocorrido. “Embora haja a perceção de que sejam as pessoas que estão acampadas, certo é que em concreto não podemos atribuir a ninguém a responsabilidade”, sustenta.
O responsável explica que apenas uma família tem autorização para permanecer no espaço municipal, mas a verdade é que existem mais que habitam naquele local. Transferência das famílias ciganas ou deslocalização do parque. Questionado sobre o que a Câmara Municipal pretende fazer para solucionar o problema, sobretudo, sendo Évora uma Cidade Património da Humanidade, Eduardo Lucina aponta duas possibilidades. “Neste momento, estamos a proceder a duas ações em conjunto”, avança.
Uma das situações que estão a ser equacionadas “é transferir aquelas famílias para um outro espaço e com outras condições, libertando o parque de autocaravanas e quebrando aquela sensação de insegurança e de incómodo que os auto caravanistas têm quando ali param”.
Por outro lado, a vereação adianta que está em fase avançada o estudo de intervenção num outro espaço da cidade para a construção ou adaptação de um outro parque para as autocaravanas, “aproveitando financiamento do Turismo de Portugal”. Eduardo Luciano anuncia que “a autarquia está a equacionar a possibilidade do parque de estacionamento, que não está a ser utilizado, à saída para Arraiolos”.
Até ser encontrada a melhor solução, a Câmara Municipal garante que tem vindo a repor o material que está danificado, acrescentando que está a fazer tudo para evitar situações de insegurança na cidade, mais precisamente no único parque de autocaravanas que existe nesta localidade alentejana.

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