Alentejo Hoje

Bienal abriu com a presença da secretária de Estado do Turismo

Monsaraz Museu Aberto preserva a paisagem cultural e projeta-se no mundo

A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto abriu no passado dia 13 de julho na vila medieval com um programa dedicado à paisagem cultural que pretende abordar o que de melhor se faz na cultura e nas artes do espetáculo.

Redação

18 Julho 2018

O evento que vai já 32.ª edição assume-se com uma qualidade cultural e artística que projeta Monsaraz por todo o país e por todo o mundo, mostrando não só o património construído, mas também uma grande diversidade cultural. Os espetáculos e as exposições são de entrada gratuita e pretendem cativar cada vez mais público para esta região alentejana.
O certame cultural organizado desde 1986 pelo Município de Reguengos de Monsaraz e que a partir de 1998 se começou a realizar com periodicidade bienal vai decorrer até ao dia 29 de julho em Monsaraz. Com esta iniciativa, o executivo camarário visa projetar um concelho que “tem qualidade de vida pela sua cultura, pelo seu património”,
acrescentando-lhe de dois em dois anos algo de novo. “É uma responsabilidade grande e tudo faremos para continuar a acolher aqueles que nos visitam, não só pelo património construído, mas também pela cultura dos povos”, salientou José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.
O autarca avançou que o que leva o município a apostar, cada vez mais, na cultura “é a notoriedade que Portugal tem”. E explicou: “Em primeiro lugar, temos que perceber que somos o melhor destino turístico do mundo,
estamos na moda, sabem quem são os portugueses pelos melhores motivos e isso é importante porque eleva-nos a nossa autoestima. Em segundo lugar, porque traz até nós grandes cargas turísticas e já se começa a falar
num conceito que é over tourism que é a possibilidade de se poder distribuir a carga turística por todo o território”.
José Calixto garantiu que o concelho de Reguengos de Monsaraz está a usufruir desta tendência com a vinda de fluxos turísticos muito significativos em qualidade e em quantidade. “Assim, conseguimos combater a sazonalidade e, ao mesmo tempo, fazer com que o turismo deixe valor acrescentado no nosso território”, reiterou, acrescentando que estes eventos servem para fixar os turistas, para lhes proporcionar
experiências que os fazem retornar ao nosso território.
A cerimónia de abertura da 32ª edição do Monsaraz Museu Aberto contou com a presença da secretária de Estado do Turismo. Ana Mendes Godinho evidenciou que é preciso mostrar e reconhecer o trabalho que tem sido feito neste território. “É extraordinária a capacidade que estes territórios tiveram de se reinventar e se afirmarem, cada vez mais, turisticamente, baseando-se na sua autenticidade, no seu património e na sua cultura e esta bienal em Monsaraz é exímia”, frisou.
Secretária de Estado avançou que Alentejo é o destino que mais cresce
A governante sustentou que, de acordo com os recentes números do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Alentejo é o destino que mais cresce em Portugal, com um crescimento de 19 por cento em termos de proveitos. “É uma coisa completamente extraordinária e que mostra que esta estratégia de desconcentrarmos a procura ao longo do território, apostando na mobilização e dinamização está a resultar”, vincou. E prosseguiu: “Portugal está a posicionar-se, cada vez mais, como um destino para investir, trabalhar, estudar e visitar e o Alentejo e Monsaraz é o símbolo disso mesmo”. Ana Mendes Godinho brincou e disse: “Eu diria que os alentejanos têm sido os mais rápidos do território porque têm estado presentes em todos os instrumentos públicos que temos lançado”. A secretária de Estado notou
que a região está com maior dinâmica, “tem sido extraordinária em termos de projetos, de novos negócios ligados ao turismo suportado naquilo que são os ativos únicos: gastronomia, vinho e património. São estes eventos
que colocam o Alentejo no mapa mundial”.
Este certame cultural foi igualmente elogiado pela diretora-regional da Cultura do Alentejo. Ana Paula Amendoeira considerou que “este é um festival de referência na região”, destacando que o tema da paisagem cultural “é um conceito que vamos construindo através de séculos e é resultado do trabalho do homem”, realçando que a região de Reguengos de Monsaraz tem uma riqueza assinalável, sendo o património megalítico um exemplo disso.

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