Alentejo Hoje

Salsicharia Estremocense foi distinguida com mais um prémio

Presunto Varanegra criado a campo no Alentejo ganhou três estrelas de ouro

O presunto VARANEGRA GOURMET, produzido pela Salsicharia Estremocense, S.A. (SEL) foi premiado pelo International Taste & Quality Institute - iTQi, com a classificação de Três Estrelas Ouro.

Redação

13 Julho 2018

A distinção foi atribuída na Bélgica, juntando-se aos mais de dez prémios nacionais e internacionais que esta empresa alentejana já tem. Para o fundador e CEO da salsicharia, Francisco Arvana, o segredo do sucesso está na envolvência que é subjacente à produção assente na arte e tradição com vista a garantir a qualidade, o rigor e o sabor alentejano nos seus produtos, de forma a responder às necessidades dos clientes e às exigências dos consumidores. Com este prémio, o responsável pretende que o presunto consiga alcançar novos mercados internacionais, afirmando-se como uma marca da região Alentejo.
Exercício de reinvenção contínua e de procura pela excelência. Têm sido e continuam a ser estes os objetivos da Salsicharia Estremocense ao longo de 38 anos. Francisco Arvana salienta que a aposta no presunto é o exemplo dessa missão, justificando o enriquecimento da oferta de produtos de qualidade da salsicharia.
O presunto VARANEGRA premiado é feito a partir do porco preto/porco alentejano que é alimentado a bolota no montado alentejano, possuindo uma carne mais suculenta, mais saborosa e com um aroma mais intenso. “A sua gordura é rica em ácido oleico que contém características semelhantes à do azeite. Tem propriedades nutritivas e promove a redução do colesterol”, garante.
O processo de cura preserva a tradição, mas associa-lhe a inovação e o conhecimento. “Hoje sabe-se cientificamente que para a carne ser curada precisa-se de perda de humidade, ou seja, tanto a humidade como a temperatura têm que ser controladas, juntando-se o sal”, explica. No entanto, lamenta que não haja ainda mais investigação, conhecimento e mais pessoas com maior formação nesta área alimentar.
O presunto demora cerca de dois anos até estar pronto para chegar ao mercado e pode ser encontrado fatiado nas grandes superfícies e inteiro na indústria hoteleira.
O prémio atribuído em junho, em Bruxelas, pelo International Taste & Quality Institute - referência mundial na avaliação e promoção de alimentos e bebidas de sabor superior -, resultou de um concurso em que “o presunto foi testado num método cego, tendo o júri considerado que o nosso produto era de excelência”, sublinhou o empresário.

“Especialistas por tradição”

Empresa familiar com 38 anos de história, a SEL é a única empresa de preparação e transformação de carne, com sede em Estremoz, assumindo-se como uma referência no setor agroalimentar nacional e um agente cada vez mais relevante no panorama internacional.
Francisco Arvana conta que a ideia de começar a produzir presunto resultou do facto da salsicharia ter percebido que o porco preto podia ser mais rentabilizado que não apenas através dos enchidos. “Este produto tem quatro anos e tendo em conta que começámos a ver que o presunto estava a ser solicitado mais do que aquilo que era expectável, decidimos reforçar a produção”, explica.
Este ano, a SEL tem já cerca de seis mil presuntos em produção e quer conseguir ainda mais no futuro. “Temos boas perspetivas na medida em que há poucos anos que começámos a produzir e temos sido reconhecidos como um bom produto. Esperamos que daqui a sete ou oito anos tenhamos uma unidade de produção de presunto aqui em Estremoz”, anuncia.

Atualmente, a salsicharia tem 130 funcionários e transforma na ordem das 44 toneladas por semana. “Queremos preservar a tradição, agarrarmos ao que os nossos antepassados tinham de valor e sermos capazes de melhorar o nosso conhecimento sobre este produto. Tudo isto com o objetivo de chegar até ao cliente e mostrar-lhe que o presunto no Alentejo é uma realidade e que aqui também se sabe fazer!”, frisa.

Distinção leva à procura de novos mercados internacionais

Para a SEL, este prémio representa muito porque proporciona algumas vantagens na exportação para a Europa. “Como estamos à procura do mercado europeu achámos que esta seria uma forma de começar a trilhar o caminho de entrada do presunto português e alentejano no mercado europeu”, justifica.
Neste momento, a salsicharia está a exportar para a Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Luxemburgo e França e está a preparar-se para conquistar a Coreia, o Japão e a China “porque são mercados que conseguem dar mais-valia ao nosso produto, são mais ricos, consomem mais pernas do que Portugal e, deste modo, contribuimos para criar riqueza no nosso país e no Alentejo”.
Convidado a descrever o presunto VARANEGRA, Francisco Arvana explica que este produto apresenta veios de gordura intramuscular que não deixa que a carne seque, é muito suculento e tem um sabor e paladar muito ricos.

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