Alentejo Hoje

A Metalurgia do Cobre no Sul de Portugal entre 3000 e 800 a.c.

Conferência no Museu do Sembrano - Beja

Redação

23 Maio 2018 | Publicado : 12:46 (23/05/2018) | Actualizado: 12:47 (23/05/2018)

Fruto das intervenções arqueológicas promovidas pela Empresa De Desenvolvimento E Infraestruturas Do Alqueva (EDIA) no âmbito do Projeto de Alqueva, como medida de salvaguarda e de minimização dos impactes no Património Arqueológico, o conhecimento nesta área e desta região aumentou exponencialmente após os quase 2 mil sítios arqueológicos intervencionados.

Este conhecimento, para além de estar publicado em 18 volumes técnico/científicos, é igualmente disponibilizado publicamente em exposições e conferências temáticas regularmente promovidas pela EDIA.

É o caso da exposição “Sob a Terra e as Águas – Porque há sempre Novas Histórias para Contar…” patente ao público no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano, em Beja, onde quinta feira, dia 24 de maio, pelas 21:30h, será realizada mais uma conferência deste ciclo, desta vez sob o tema: “A Metalurgia do Cobre no Sul de Portugal entre 3000 e 800 a.C.”.

A metalurgia do cobre surge no Sul de Portugal no Calcolítico, na primeira metade do III Milénio a.C. O metal é produzido a partir da redução de óxidos e carbonatos de cobre, minérios que podem também conter arsénio, os quais, ocorrendo à superfície ou muito próximo desta, são facilmente obtidos com uma tecnologia de mineração primitiva. Os artefactos produzidos têm formas simples - punções, machados planos, cinzéis - e são de cobre puro ou de cobre com concentrações variáveis de arsénio.

No período seguinte, durante o Bronze Pleno, as ligas de cobre arsenical tornam-se predominantes, o que indicia uma escolha deliberada desta liga para a manufatura dos objetos. A partir do 2º quartel do II Milénio a.C. ocorrem, esporadicamente, artefactos de bronze (cobre + estanho) que, somente, no Bronze Final substituem completamente os de cobre arsenical. A partir de 800 a.C. os contactos com os Fenícios intensificam-se, originando a introdução de uma nova tecnologia metalúrgica, uma diversificação tipológica dos artefactos e novas ligas à base de cobre.

Esta iniciativa tem como conferencistas António Monge Soares e Pedro Valério, do Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares, do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

A exposição “Sob a Terra e as Águas” pode ser visitada de terça a domingo, entre as 9:30h e as 12:30h e das 14:00h às 18:00h.

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