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Grupo de pressão ibérico

Alentejo e Extremadura unem-se por Corredor Sudoeste

30 Outubro 2017 | Fuente: Redação

Um dos auditórios do Grupo Diário do Sul foi palco do 1º Encontro Corredor Sudoeste Ibérico, que juntou empresários eborenses e António Salas, diretor da empresa Coopetición Glocal Sistémica – Badajoz, e um dos promotores do Corredor Sudoeste Ibérico, um movimento privado e independente de apoio e promoção desta rede transfronteiriça.
Neste encontro, António Salas lembrou os presentes que o Sudoeste Ibérico, composto pelas regiões do Alentejo e da Extremadura, encontra-se numa situação secular de isolamento, propiciada pela sua localização periférica e transfronteiriça, agravada pelas deficientes infraestruturas e serviços de transporte e comunicações que foram gerando um “círculo vicioso de pobreza”.
“Neste momento está aberto um intenso debate sobre as infraestruturas de comunicações com a finalidade de incorporar os interesses de cada território nos orçamentos de Estado e os planos de infraestruturas que condicionam os investimentos nos próximos anos. As populações do Sudoeste Ibérico não devem desistir de estar presente neste debate da sociedade civil por forma a concretizar este desígnio no horizonte 2020/23”, afirmou.
“O corredor sudoeste ibérico não é apenas um comboio ou uma infraestrutura específica. É um espaço onde flui a informação, conhecimento, pessoas, mercadorias e, sobretudo, projetos de futuro”.
A ligação Lisboa-Madrid, Madrid-Lisboa é a principal articulação do território, nos seus dois traçados principais, mas o seu potencial aumenta exponencialmente quando se liga aos outros corredores e eixos da Península Ibérica, defendem ainda os membros deste grupo de pressão ibérico.
Na reunião, António Salas elencou alguns dos principais objetivos do grupo de pressão para os próximos anos, designadamente: a finalização da nova linha eletrificada de Évora a Caia. Entrada em funcionamento da Linha Madrid – Lisboa, por Évora; Finalização da nova ligação ferroviária de Sines e entrada em funcionamento da Linha Ferroviária de Mercadorias Sines-Madrid-Europa Central; Finalização e entrada em funcionamento do serviço de alta velocidade entre Madrid e Lisboa, com todas as infraestruturas acabadas e de características similares à restante Rede Ibérica podendo suportar os diferentes serviços (passageiros e mercadorias).
Entretanto, a este propósito, recorde-se que já estão em curso as obras da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, em Badajoz. A Junta da Extremadura vai investir 46 milhões de euros no projeto, que estará finalizado em Março de 2020.
A fase agora em execução prevê a urbanização dos primeiros 60 hectares da plataforma. Com um investimento de 13,5 milhões de euros, deverá estar concluída em Maio de 2018. Entre as atuações previstas estão as ligações ferroviárias.
Quando esta primeira fase estiver concluída, arrancarão a segunda e terceira etapas, que incidirão num total de 72 hectares, com um investimento previsto de 20 milhões de euros e um prazo estimado de 25 meses.
Entretanto, o governo regional da Extremadura espera obter, em breve, a autorização para lançar, ainda este ano, o concurso para a construção dos acessos viários. O custo aproximado desta obra é de 2,3 milhões de euros.
A Junta da Extremadura está, além disso, a negociar com a Adif a execução do projeto e obra do terminal ferroviário de mercadorias. O investimento previsto é de 11 milhões de euros e o prazo de conclusão da obra de 24 meses.

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