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Alentejo Hoje

Câmara Recupera Pintura de Dordio Gomes

27 Setembro 2017 | Fuente: Câmara de Évora

A Oficina de Conservação e Restauro da Divisão de Cultura e Património da Câmara Municipal de Évora procedeu à conservação de uma obra do pintor arraiolense Dordio Gomes (1890-1976) que apresentava destacamento geral da camada cromática, craquelet, sujidade acumulada e verniz envelhecido, patologias que contribuíam para um elevado risco de degradação da obra..

A intervenção, de cariz conservativo, teve como base uma fixação pontual no sentido de restituir a adesão entre as diversas camadas que constituem a pintura (camada cromática, camada de preparação e suporte), tendo sido precedida por uma limpeza mecânica, um teste de solubilidade e de resistência dos pigmentos.

Os técnicos da Câmara Municipal de Évora contaram, uma vez mais, com o apoio do Laboratório HERCULES da Universidade de Évora na identificação dos componentes da camada de preparação. Esta intervenção foi realizada segundo os princípios da intervenção mínima e da compatibilidade e reversibilidade dos materiais.

Pintura a óleo sobre madeira, datada de 1963, a obra, cuja intervenção se iniciou em Maio e terminou em Agosto, representa monumentos emblemáticos da cidade, como o Aqueduto, a Sé, o Templo Romano e a Igreja de Santo Antão, entre outros.

Dordio Gomes

(Arraiolos, 1890 – Porto, 1976)

Após formar-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa, sob o magistério de Veloso Salgado e Columbano Bordalo Pinheiro, parte para Paris com o escultor Francisco Franco como bolseiro do Estado em 1910, aí permanecendo um ano. Nesta fase inicial a sua obra articula-se a partir das influências dos seus mestres de escola e de uma tradição naturalista, e assim se mantém até 1921, ano em que empreende nova aventura parisiense.

Na capital francesa, onde permanece até 1926, Dordio abre-se a preocupações construtivas e formais segundo um entendimento cezanniano, que se verá alterado a partir do seu regresso a Portugal, quando inicia pinturas de temática alentejana, em concreto, uma série sobre cavalos, claramente relacionadas com a obra de Franz Marc.

Cedo, em 1932, a sua obra abandonou as preocupações, o entusiasmo e o desejo inovador de juventude e, já estabelecido no Porto (1933–1960), encerrou-se em composições centradas no Alentejo e no Douro, destacando-se, entre as últimas, as pontes sobre o rio, de traço leve e cromatismo mais suave, embora com o vigor pictórico que o caracteriza. Desde 1933 até 1960 foi professor de pintura na Escola de Belas-Artes do Porto, onde desempenhou um importante papel como renovador do ensino académico e começou, em 1944, uma produção de pintura mural a fresco.

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