Twitter rectangular
Alentejo Hoje

Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre comemorou seis anos

Direcção quer reforçar a afirmação do estabelecimento de ensino no Alentejo

Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre assinalou o dia de aniversário de actividade lectiva com várias actividades. Workshops e a prova de “fogo” de confecionar o almoço para cerca de 40 pessoas, a fim de celebrar a efeméride foi o desafio lançado aos alunos desta escola. O resultado final parece ter agradado a todos, o que de acordo com a directora da escola é revelador da formação prestada e do trabalho dos formandos. Maria Conceiçã

Maria Antónia Zacarias

16 Dezembro 2014 | Publicado : 15:00 (16/12/2014) | Actualizado: 15:03 (16/12/2014) | Fuente: Redação D.S.

Tendo em conta que é uma escola profissional, que cursos são aqui lecionados?

O início dos cursos é todos os anos no dia 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo. Nós formamos alunos em duas áreas essenciais: cozinha e restaurante, mas em três níveis. Formação nível 4, alunos que concluem o 9.º ano e que vêm fazer três anos, ficando com equivalência ao 12.º ano. Temos, depois, formação de nível 5 para alunos que já concluíram o 12.º ano e que ingressam para fazer cursos de especialização tecnológica, neste caso na área da gestão e produção de cozinha e gestão hoteleira. E temos um terceiro modelo de formação, denominado de dual, que são cursos on job, que têm a duração de um ano, que são cursos de nível 4 e de rápida inserção no mercado de trabalho. Todos os cursos têm uma forte componente prática e estágios através da nossa rede de parceria com várias instituições a nível regional, nacional e até no estrangeiro.

Quantos alunos frequentam este estabelecimento de ensino? E de onde são oriundos?

Neste momento, frequentam a escola 135 alunos. Nós temos capacidade para ter 250 alunos em formação. No entanto, face à estrutura que dispomos e aos meios existentes, para que tudo esteja optimizado, o número ideal de formando pauta-se entre os 190 e os 200 alunos. Esta será a carga óptima da escola para funcionar. Quanto à proveniência, inicialmente, os alunos eram de regiões contíguas ao distrito de Portalegre e do próprio distrito. Entretanto, temos vindo a alargar e, actualmente, a escola tem alunos desde Viana do Castelo até ao Algarve.



Taxa de empregabilidade ronda os 80 por cento

Falemos em empregabilidade, qual é a taxa média?

Nós não temos a informação com detalhe ao nível da escola. Contudo, todos os anos, a Rede de Turismo de Portugal, nomeadamente a direcção de formação, faz uma avaliação da taxa de inserção no mercado de trabalho dos alunos formados pelo conjunto das escolas e, nós, temos números muito animadores com uma taxa de empregabilidade na ordem dos 80 por cento. Isto resulta do facto de prepararmos os alunos para uma profissão e por serem muito empenhados em valorizarem-se profissionalmente. A acrescentar há o facto de a escola dispor de excelentes condições físicas e de qualidade a nível dos formadores que proporcionam aos alunos uma formação de excelência.

Quais são os principais desafios para o futuro?

O grande objectivo passa pela afirmação da escola no território Alentejo. Nós temos que conseguir crescer em termos de número de alunos, que é o que temos vindo a fazer anualmente. Mas temos ainda que cimentar as relações com as unidades de referência da região. Há seis anos, quando a escola abriu, havia um hotel de cinco estrelas na região. Neste momento, temos seis ou sete unidades de cinco estrelas e temos grandes unidades de referência. Portanto, temos que conseguir satisfazer o mercado no patamar de exigência que, neste momento, se nos coloca.

Alunos recomendam escola a quem quiser ter um futuro

Maria Aires, aluna do Curso de Gestão e Produção de Cozinha é psicóloga há dez anos, mas há uns meses atrás deixou tudo par trás para ingressar neste curso. “Este foi sempre o meu sonho e está a corresponder às minhas expectativas porque eu gosto de estar na cozinha, a praticar, e temos isso ao longo da formação, mas também nos estágios que fazemos em vários locais”. É na pastelaria que diz que se sente melhor e findado o curso disse querer continuar nesta área e construir uma carreira diferente.

Por outro lado, Francisco Meira, aluno do Curso de Técnicas de Restauração e Bebidas está no último ano dos três de formação e só quer começar a trabalhar. “Sempre gostei da arte do bem servir, de contactar com as pessoas, uma espécie de cuidar delas, de dar o que elas querem”, contou. Já fez dois estágios, o que veio reforçar ainda mais a vontade de ingressar no mercado de trabalho “um pouco por todo o mundo para poder conhecer diferentes realidades, mas gostaria de ficar nos restaurantes americanos”.

Para os jovens que estão a pensar em frequentar um dos cursos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Francisco Meira garantiu “que têm o futuro garantido porque tem uma empregabilidade muito alta. Mal acabamos o curso temos logo vários convites e oportunidades que a escola nos arranja”. E concluiu: “É um estabelecimento de ensino profissional com excelentes formadores. Aproveitem e venham para cá!”.

Chef’s elogiaram o trabalho de qualidade dos formandos

As Pousadas do Alentejo levaram a Portalegre três chef’s para que os alunos tivessem contacto com o posto de trabalho, com a realidade do dia-a-dia. O chef de cozinha, da Pousada de Alcácer do Sal, Ivo Brandão veio coordenar a confecção de um menu que foi servido no almoço: sopa de garoupa e lombinho de porco acompanhado de batata-doce e puré de castanha. “Estes alunos são extremamente profissionais e dedicados. Penso que estão no curso certo”, afirmou. Contudo, alertou para o facto de que antes de ser chef há que ser cozinheiro, considerando que os programas de televisão sobre a arte de cozinhar têm um lado negativo que é o de que “todos querem ser chefes, o que leva a que haja, cada vez, menos cozinheiros”.

Nas instalações da escola esteve também a chef de cozinha da Pousada do Crato, Cláudia Santiago que ficou responsável pela área da pastelaria, tendo desenvolvido um doce típico desta região do Alentejo, que é o teclameco, mas com uma inovação de fazer um gelado a partir deste doce conventual. “Foram excelentes, sempre com vontade de fazer tudo. São alunos com muita ânsia de aprender e espero que sejam bons profissionais no futuro”, sublinhou. A seu ver, o facto dos cursos terem uma componente prática é fundamental “porque quando os alunos chegam ao local já sabem o que fazer, resultado da formação que aqui é dada”. A chef Cláudia Santiago acrescentou, que do que viu, que “há dois ou três elementos que são muito fortes em relação a outros, o que auspicia um futuro promissor”.

Um workshop dado por um chef da restauração, Vítor Pinguicha, da Pousada de Vila Viçosa culminou uma manhã intensa de trabalho. Aqui, os alunos puderam aprender as técnicas e a arte de trabalhar as frutas.

Concluída a elaboração do almoço estava na hora de o servir e, segundo o formador da parte de restaurante/bar da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Ricardo Dias, “o serviço foi de excelência”. O formador evidenciou que têm sido anos “muito gratificantes por poder formar profissionais em contexto prático. Estamos a preparar o que são os futuros profissionais da hotelaria e a vertente prática é decisiva, pois nós notamos isso quando eles começam a ter contacto com a realidade, mostrando muito à vontade”. E acrescentou: “Aliás, é esse feedback que temos dos locais por onde eles vão estagiando, afirmando que entram muito rapidamente dentro do ritmo de trabalho”.







Isabel Guerreiro, directora regional das Pousadas do Alentejo: “Queremos mão-de-obra com qualificação e vamos buscá-la a esta escola de hotelaria”



Para se associar à comemoração do sexto aniversário, a Escola de Hotelaria e Turismo convidou o grupo “Pestana”, parceiro desde o início. Foram convidados três chef’s de várias Pousadas de Portugal, nomeadamente da região Alentejo, para trabalhar com os alunos da escola e para reforçar esta colaboração que todos querem que se mantenha. “Vejo o dia de hoje como mais um momento de uma parceria fantástica que desenvolvemos aqui no Alentejo”, afirmou Isabel Guerreiro, directora regional das Pousadas do Alentejo.

A mesma responsável salientou, enquanto representante de uma entidade privada, que trabalha para o cliente e para o destino “precisamos de gente qualificada, de profissionais que gostem de hotelaria, que queiram seguir hotelaria, com a vantagem de que esta escola está localizada no Alentejo”. A seu ver, ter uma escola de hotelaria que “nos permite ter alunos que podem fazer um percurso no nosso grupo - porque nós vimos aqui buscar esta mão-de-obra com qualificação e qualidade – é decisivo para a prestação de um serviço de qualidade no grupo ‘Pestana’”.

Isabel Guerreiro reiterou que esta parceria é “imprescindível” e “para continuar por muitos anos”, porque aqui “podemos recrutar pessoas, o que é uma mais-valia, sobretudo pelo facto de termos imensa dificuldade de recrutamento de empregados de mesa e de formados na área da cozinha na nossa região”.

Opinião dos nossos leitores

Dê-nos a sua opinião

Incorrecto
NOTA: As opiniões sobre as notícias não serão publicadas imediatamente, ficarão pendentes de validação por parte de um administrador.

NORMAS DE USO

1. Deverá manter uma linguagem respeitadora, evitando conteúdo malicioso, abusivo e obsceno.

2. www.alentejohoje.com reserva-se ao direito de eliminar e editar os comentários.

3. As opiniões publicadas neste espaço correspondem à opinião dos leitores e não ao www.alentejohoje.com

4. Ao enviar uma mensagem o utilizador aceita as normas de utilização.