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Alentejo Hoje

Orçamento de Estado confirma

Porto Sines reúne prioridade no Governo

A última versão do Orçamento de Estado para 2016 dá a entender que poderá ser acelerada a concretização do memorando de entendimento entre o Estado português e a concessionária PSA para expansão do terminal de contentores de Sines e até mesmo o lançamento de estudos para uma segunda concessão do terminal no porto alentejano.

Roberto Dores

26 Fevereiro 2016 | Fuente: Redacção D.S.

Esta hipótese, recorde-se, já tinha sido levantada há uns anos por Ana Paula Vitorino, atual ministra do Mar, quando era secretária de Estado dos Transportes.

O porto de Sines surge assim entre as prioridades do Governo, depois do projeto de investimento no terminal de contentores no Barreiro ter deixado de estar na linha da frente, pelo menos, para o ano em curso.

Recorde-se que o Porto de Sines tem vindo a apostar em obras de melhoria da infraestrutura portuária, precisamente a pensar já na sua futura expansão a sul, com intervenções no aumento dos fundos na bacia do terminal de contentores. Investimentos para permitir ao porto de águas profundas operar em navios porta-contentores de maiores dimensões que exigem profundidades de água superiores a 17 metros.

Ou seja, a objetivo é reunir as condições para avançar no desenvolvimento futuro da zona que corresponderá ao terminal Vasco da Gama, localizado a sul do atual Terminal XXI concessionado ao grupo PSA de Singapura. O Terminal XXI da PSA em Sines tem um cais com 940 metros de comprimento, um parque para contentores com 35 hectares e uma capacidade máxima para operar 1,7 milhões de TEUS.

A potência do porto alentejano

Em 2015 o porto de Sines reforçou a sua posição de liderança no sector portuário nacional, ao garantir a sua quota de mercado no que respeita à movimentação de mercadorias. O porto alentejano fechou o ano passado com um total de cerca de 44 milhões de toneladas movimentadas, o que correspondeu a cerca de 49,5% do total nacional.

Segundo os dados disponibilizados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), órgão regulador do sector dos transportes, a quota de mercado de Sines no ano precedente havia-se fixado em 45,4%.

Com um crescimento de 17% na quantidade de mercadorias movimentadas face a 2014, o porto liderado por João Franco beneficiou ainda do facto de o segundo porto nacional, Leixões, ter crescido a um ritmo inferior, 3,7% face a 2014, equivalente à evolução registada também no porto de Aveiro.

No lado negativo, estiveram os portos da Figueira da Foz (-7,8%), Setúbal (-7%), Viana do Castelo (-6%) e Lisboa (-2,3%).

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