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Alentejo Hoje

Novos triângulos nas bermas

Estradas do Alentejo com sinais de trânsito que alertam para a presença de linces

Os triângulos com a cabeça estilizada de um lince ainda nem constam no Código da Estrada, mas já estão homologados e vão começar a ser encontrados nas bermas das vias alentejanas.

Roberto Dores

17 Dezembro 2014 | Fuente: Redação D.S.

A ideia é que os sinais de trânsito consigam traduzir um alerta para que os condutores saibam que por ali existem estes felinos e que a qualquer momento podem vir a atravessar a estrada. É que os automóveis são uma das grandes ameaças da espécie, já que muitos linces ibéricos têm morrido atropelados em Espanha.

O projecto da colocação das novas placas ambiciona sensibilizar os condutores para que reduzam a velocidade a tempo de puderem travar caso sejam surpreendidos pela presença de um lince ibérico, considerado já como sendo o felino mais ameaçado do mundo, encontrando-se em risco de extinção.

A medida que começa em Mértola, acompanha o que já vem sendo feito em Espanha há algum tempo, onde só este ano já há o registo de 20 linces mortos por atropelamento, depois de em 2013 terem sido 14 e nove em 2012. Quer isto dizer que os carros são mesmo o maior receio de quem está no programa de reintrodução do lince em Portugal, que conhece agora uma fase determinante, quando se anuncia a soltura de dez animais nos próximos oito meses no vale do Guadiana.

Os novos sinais de trânsito, em tudo semelhantes aos que alertam para o risco de aparecimento de veados ou vacas, foram ontem divulgados durante a libertação na natureza, em pleno concelho de Mértola, de ‘Jacarandá’, uma fêmea nascida no centro de reprodução em cativeiro de Silves, e ‘Katmandu’, um macho oriundo de um centro de Granadilla, em Espanha.

É o próprio secretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, quem o afirma: “A principal preocupação que temos agora é a questão dos atropelamentos, que é a maior causa de mortalidade em Espanha”, recordando que ao longo do século XX a espécie abundou na Península Ibérica – de resto, o único lugar onde existe – mas viria a ficar ameaçada de extinção. Só na última década viria a dar sinais de inverter a tendência de declínio, com a população a crescer em Espanha, na sequência de um plano de reintrodução que está a ser desenvolvido em conjunto com Portugal.

O problema é quando os animais encaram um território modificado, com mais estradas e maior circulação de automóveis, passam a ser altamente vulneráveis aos atropelamentos.

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