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Centro de recuperação de animais corre risco de fechar em Santo André

O alerta é dado por Dário Cardador, dirigente da Quercus no Litoral Alentejano: O Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André (CRASSA) está em risco de fechar, porque, afirma, “o Governo não tem prestado qualquer apoio”. “Estamos ameaçados de ficar sem fornecimento de água a qualquer momento e a partir daí não vamos ter condições para continuar a albergar os 33 animais que aqui estão atualmente”,

Roberto Dores

09 Setembro 2015 | Fuente: Redação D.S.

Dário Cardador justifica que o Estado se limitava a suportar os custos com a água gasta no CRASSA, mas deixou de pagar. O centro foi, entretanto, notificado pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta de que a partir de 1 de setembro o fornecimento iria ser cortado, embora ontem à tarde ainda houvesse água a correr nas torneiras.

“Agora não sabemos como vai ser. Estamos na expetativa de que durante esta semana reine o bom senso e que o corte não vá para a frente. Nem eu vou carregar água para lá, nem posso pedir aos voluntários que o façam. Isso era um esforço grande e inviável”, explica Dário Cardador, desconhecendo o valor da dívida, uma vez que quem celebrou o contrato foi o Estado Português e não a Quercus.

Nas instalações do CRASSA, o único centro de acolhimento de animais selvagens que existe no Alentejo, encontram-se hoje 33 animais, onde se contam águias, milhafres, cegonhas, grifos, corujas e até duas tartarugas.

Mas para onde serão deslocalizados estes animais caso o contador seja desligado e se confirme o fecho do centro? “Isso já é um assunto que nos ultrapassa. No Alentejo não há alternativas neste momento. Estamos muito preocupados”, assume o dirigente da associação ambientalista, sendo que as unidades de recuperação de animais selvagens, em situação de risco, mais próximas da região estão situadas em Olhão e Lisboa.

Dário Cardador alerta que o custo das deslocações será sempre bem superior à conta da água e dos serviços de manutenção no CRASSA, onde a recuperação dos animais é feita com recurso ao voluntariado, além dos apoios de mecenas.

A gestão do CRASSA é assegurada pela associação ambientalista há mais de 20 anos, embora as instalações, na zona do Moinho Novo, pertençam ao Estado. A Quercus tinha celebrado em 2001 um protocolo de colaboração com o antigo Instituto de Conservação da Natureza (ICN, actual Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, ICNF), que em 2006 o denunciou alegando “restrições orçamentais”. Durante a vigência do protocolo, o Estado despendeu anualmente cerca de 14 mil euros na manutenção do centro e na alimentação e tratamento dos animais. O corte dos apoios estatais fez temer o encerramento do centro em 2007, o que acabou por não se concretizar.

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