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JOSÉ ANTÓNIO MONAGO CONSIDERA “ESSENCIAL” PARA A REGIÃO

Governo da Extremadura pede prioridade para a linha férrea entre Sines e Badajoz

Foi o próprio presidente do Governo Regional da Extremadura que deixou o apelo em declarações ao “Diário do Sul”. José António Monago alertou que o porto de Sines é “essencial para que a Extremadura e o Alentejo abram portas ao Mundo”.

Roberto Dores

04 Dezembro 2014 | Fuente: Redação D.S.

Uma visão estratégica que, segundo disse, “deve ser entendida por Portugal, Espanha e União Europeia”, traduzindo-se na concretização da linha férrea entre o Litoral Alentejano e o Caia, permitindo que o sector dos transportes de mercadorias prospere. Numa altura em que Badajoz já anunciou a construção da Plataforma Logística do Sudoeste Ibérico.
“O nosso projecto visa incluir os portos portugueses – Sines, Setúbal e Lisboa - numa estratégia logística em Badajoz, porque todos nós vamos ganhar com isso”, assegurou Monago, acrescentando ser hoje fundamental pensar esta zona da Europa sem fronteiras. “As físicas já caíram, mas é importante que caiam também as fronteiras mentais e que haja uma postura de sinceridade, num mundo competitivo como aquele que temos hoje”, referiu o líder do Governo da Extremadura.
José António Monago recordou que Alentejo e Extremadura são, afinal, duas regiões desfavorecidas na União Europeia. “Sofremos de problemas que não afectam outras zonas da Europa e precisamos de reunir condições para crescer”, sublinhou, reiterando ser “fundamental que haja esse linha férrea electrificada, para darmos o salto que tanto precisamos nos dois territórios do Sul da Europa. Isso permitirá desenvolver sectores como o agroalimentar e a agroindústria”.
No horizonte extremenho está o facto do porto de Sines ter uma projecção com a América que “deixa antever um grande futuro”, insistiu Monago, admitindo que “dizer isto assim até pode incomodar os portos espanhóis, mas a verdade é que Sines se trata do porto mais próximo que temos e que queremos aproveitar”, resumiu.
As declarações do máximo responsável do Governo da Extremadura colheram os aplausos da Administração do Porto de Sines, que tenta alcançar o mesmo objectivo. O presidente João Franco apontou como meta o crescimento do mercado interno, designadamente com a ligação a Madrid. “E para isso, a plataforma de Badajoz é essencial e também uma melhor ligação de caminho-de-ferro para o incremento dos negócios que já existem”.
Recorde-se que o Governo já aprovou o investimento da linha férrea entre Sines e Caia, estando agora o projecto em fase de preparação para candidatura a fundos comunitários. 2015 ambiciona ser o ano do arranque das obras.
Declarações que surgem depois de Badajoz ter anunciado oficialmente a construção da Plataforma Logística do Sudoeste Ibérico, mesmo sem esperar por Portugal para concretizar o projecto que tinha sido aprovado na Cimeira Ibérica realizada em Zamora, em Janeiro de 2009. O acordo prevê a construção de uma estação internacional de alta velocidade de Elvas – Badajoz, localizada na zona do rio Caia, na fronteira dos dois países, e uma estação de mercadorias, localizada no lado português, incluindo plataformas de vias, instalações para carga e descarga, acessos rodoviários e estacionamento para pesados.
A Plataforma Logística do Sudoeste Europeu vai ficar localizada em Badajoz, junto à fronteira do Caia, ocupará uma área de 60 hectares e terá uma capacidade mínima de carga e descarga diária de 16500 toneladas, após a conclusão da primeira fase. A plataforma será servida por um terminal rodoferroviário que terá capacidade para operar 11 comboios por dia com comprimento de 700 metros e 1500 toneladas de carga.

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