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Negócio em marcha

Americanos rendidos à Comporta oferecem 400 milhões pela herdade

A Comporta não é apenas uma praia célebre em pleno Litoral Alentejano. Conquistou o estatuto de destino turístico de referência. Uma marca na costa portuguesa. Ou, para quem gosta do termo, um paraíso de férias do mais “in” que o país tem entre mãos. Não admira que o “clube de fãs” tenha aumentado num destino de férias que conjuga ruralidade, mar, sol, aventura e sossego. O areal extenso, a tocar os limites da Reserva Natural

Roberto Dores

15 Abril 2015 | Fuente: Redação D.S.

Ingredientes que estão a atrair interessados na compra da Herdade da Comporta, tendo surgido agora investidores norte-americanos com uma oferta de 400 milhões de euros. Asher Edelman, conhecido no mundo da arte, e David Storper, um dos fundadores da Armory Merchant Holdings, são os dois rostos que ambicionam vir a ser os novos donos da região que em tempos pertenceu à família Espírito Santo.

Aliás, a dupla americana já terá mesmo apresentado a proposta de oferta de compra dos terrenos, com um pagamento faseado em tranches de cem milhões de euros, sendo que a aquisição contempla a compra do Fundo Especial de Investimento Mobiliário Fechado e a Herdade da Comporta SA. Constam do negócio as participações da Rioforte, da sociedade Nelia e de minoritários.

Metade da verba (200 milhões de euros) será canalizada para o pagamento de dívidas do Fundo de Investimento e da Herdade da Comporta, enquanto 100 milhões se destinam ao relançamento imediato do empreendimento.

Segundo refere Michael de Mello - um dos nove minoritários que têm procurado superar o impasse actual - citado pelo Jornal de Negócios, os dois americanos interessados na Comporta “são pessoas com uma enorme capacidade negocial e de investimento”, assumindo ter conhecimento de que existe hoje uma proposta efetiva.

O mesmo jornal adianta ainda que o BESI terá sido mandato para vender a participação da Rioforte na Herdade da Comporta SA. O processo de alienação quer da sociedade quer do Fundo Especial de Investimento deverá arrancar em Maio, com os convites ao mercado.

Isto numa altura em que o prestígio da Comporta extravasou largamente as fronteiras do país. Já precisamos de recuar a 2010 para recordar uma das jóias da coroa, ao nível da promoção no Mundo, quando o jornal norte-americano New York Times se encantou com este local de férias, destacando o que sabemos há muito por cá: “um ar tão natural e selvagem até”, sendo que a Comporta nem aparenta ter as marcas tradicionais de um destino turístico internacional.

Mas nem isso a impede de receber anualmente milhares de turistas, que atravessam os trilhos entre pinhais e arrozais até ao areal onde aproveitam o sol e a calma que a localidade oferece.

E foi precisamente esta característica que levou o New York Times a distinguir este destino como um local de referência turística à escala mundial. O artigo do diário nova-iorquino citava as cabanas, os campos de arroz e as áreas de mato da Comporta como alguns dos principais factores que a tornam tão apelativa aos turistas com gostos mais distintos. Relativamente às praias, o adjectivo utilizado é mesmo o diáfano pristine, ou não fossem estas a principal atracção da Comporta.

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