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Imobiliárias com problemas de muita procura e pouca oferta

Não há quase casas para arrendar na cidade de Évora

O arrendamento urbano em Évora não está fácil. Quem quer viver nesta cidade Património Mundial depara-se com a baixa oferta de casas para arrendar.

Maria Antónia Zacarias

26 Fevereiro 2016 | Fuente: Redacção D.S.

A comprovar este facto estão as imobiliárias que garantem que cada dia recebem, em média, entre cinco a dez contactos, mas o mercado dizem estar parado. As causas são muitos imóveis fechados porque os proprietários preferem não ter problemas com os inquilinos, os que existem estão ocupados porque as pessoas preferem arrendar em vez de comprar devido à situação financeira, mas também o facto de não existir em Évora uma imobiliária com uma estrutura vocacionada exclusivamente para este tipo de arrendamento.

O “Diário do Sul” falou com muitos agentes de várias imobiliárias que têm agências em Évora todos foram unânimes quanto ao cenário que se vive hoje. “Não há quase casas para arrendar”. Foi esta a frase mais ouvida quando indagados sobre a situação do mercado do arrendamento.

Há muita procura, mas não há praticamente oferta. Um agente de uma imobiliária internacional que tem sede nesta cidade explica que “a mobilidade dos empregos, a precaridade dos vínculos laborais e não saberem quanto vão ganhar ao fim do mês leva a que as pessoas prefiram arrendar do que fazer um investimento na aquisição de um imóvel”.

A tipologia das habitações é outro fator determinante em todo este processo. Uma agente de outra imobiliária, neste caso, mesmo eborense, afirma que apartamentos ou casas T1 e T2 ainda vão aparecendo, “mas também assim que surgem, imediatamente são absorvidos pelo mercado. Há sempre quem está em cima dos anúncios e assim que aparece algum, imediatamente nos contacta para que possa ver o imóvel”.

Uma razão que justifica igualmente a falta de oferta é à existência de muitas casas fechadas, dentro e fora das muralhas, “porque os proprietários têm receio de arrendar, relatando situações de má conservação dos imóveis por parte dos inquilinos ou porque não querem ficar sujeitos à carga fiscal que é aplicada (28 por cento) sobre o valor das rendas”, avança outro agente imobiliário.

O arrendamento a longo prazo é apontado como outra explicação para a estagnação deste mercado, uma vez que “as famílias se mantêm mais tempo nas casas que arrendam”, apontam.

O crédito bancário é também indicado como uma explicação para a escolha pelo arrendamento. “A maioria das pessoas opta por arrendar em vez de comprar - uma vez que apesar de haver baixa de preços nas vendas das casas e os bancos fazerem simulações em que a prestação pode até ser menor do que o valor da renda – porque preferem não arriscar ainda, tendo em conta o contexto que Portugal continua a viver”, sustentam os agentes imobiliários.

Arrendatários
caracterizam-se
em famílias, estudantes
e professores

Por dia, as imobiliárias recebem entre cinco a dez pessoas à procura de casa para arrendar. “São, normalmente, pessoas que já vivem em casas arrendadas, mas que ficaram pequena porque a família cresceu ou porque têm que receber os pais. Outras porque procuram casas com rendas mais baixas e outras tantas porque tomam a decisão de viver em Évora”, frisam.

Contudo, sublinham que há população flutuante, em particular os estudantes universitários e os professores que passam a maior parte do tempo na cidade, mas que depois deixam as casas, o que leva a que haja maior disponibilidade de casas para arrendar nos meses de Julho e Agosto. “Isto explica-se porque o estudante sai da casa onde está para não pagar o mês de Agosto, voltando para o local de origem, e o mesmo acontece com os professores que não sabem onde vão ficar colocados no próximo ano letivo”, adianta uma outra profissional deste ramo.

Ainda relativamente ao perfil de quem procura casa, para o dito casal típico, o preço é decisivo, como conta quem trabalha no imobiliário. De acordo com os dados indicativos que o “Diário do Sul” pôde apurar, a renda de um T1 custa em média entre 250 e 300 euros, um T2 varia entre os 350 e 400 euros e um T3 entre os 450 e os 500 euros, tudo dependendo das zonas, como fazem questão de alertar estes profissionais. Tudo o que seja acima dos 500 euros “já não se arrenda”, reitera outro mediador.

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