Alentejo Hoje

23371

Alentejo é a região com menos crimes mas a violência doméstica aumentou

O número de crimes registados pelos vários órgãos de polícia criminal, em 2013, totalizou 23371 casos no Alentejo, menos 510 do que os 23881 de 2012, segundo indica um relatório do Ministério da Justiça. Os distritos alentejanos revelaram-se os menos problemáticos no país, com um conjunto de concelhos que ocupam mesmo a cauda da criminalidade em Portugal.

Roberto Dores

18 Fevereiro 2015 | Publicado : 16:15 (18/02/2015) | Actualizado: 16:20 (18/02/2015) | Fuente: Redação D.S.

Os concelhos com menos crimes na região são Arronches (30) Fronteira e Castelo de Vide (49), apesar de terem registado um aumento face há 20 anos atrás, quando Arronches chegou apenas aos 14, Fronteira aos 45 e Castelo de Vide aos 39. Monforte (51), Sousel (56), Barrancos e Alvito (ambos com 60) são os outros municípios do Alentejo onde a mão criminosa menos se fez sentir.

Por distritos, segundo dados actualizados já este ano pelo Pordata, o número de crimes registados pela PJ, PSP e GNR, colocaram Évora como a zona da região com mais casos (4328) embora se verifique uma queda face ao ano anterior (4732), sendo que há 20 anos o Alentejo Central exibia uma taxa de crime de 2244.

O distrito de Beja atingiu as 3636 denúncias, contra as 3807 de 2012, enquanto Portalegre também baixou o índice criminoso de 3634 para 3361. O Alentejo Litoral fixou-se nos 3309 depois dos 3367 do ano anterior.

Do total de 23371 crimes registados em 2013, a maioria foram crimes cometidos contra o património, enquanto em segundo lugar surgem os crimes contra as pessoas. Os crimes contra o Estado representaram uma parcela de 13,4 por cento. Quanto aos crimes cometidos com maior frequência, o destaque vai para o furto em veículo motorizado, isto é, furto de objectos de dentro de viatura.

Já a condução de veículos por condutores com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 gramas/litro ocupa o terceiro lugar, seguindo a violência doméstica contra cônjuge ou análogos. Uma preocupação crescente na região, já que os denúncias estão a aumentar todos os anos nos três distritos. Basta ver que de 2009 para 2013 a curva veio sempre a subir, de 1287 registos para 1406. Ou seja, mais 119 casos do que há quatro anos. Em 2012 a região já chegava às 1378 ocorrências.

O furto de metais não preciosos, incluindo o cobre, ocupa a oitava posição da lista, enquanto os furtos por carteirista estão na décima primeira posição.

Os dados sobre o número total de crimes registados em 2013 foram compilados entre os registos da PJ, PSP, GNR, Autoridade Tributária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Polícia Marítima, Polícia Judiciária Militar e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras.

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