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Alentejo Hoje

CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz

Novas referências de vinhos vão surgir no mercado da restauração

A produção de uvas deste ano é de grande qualidade, o que faz prever vinhos de excelência. Esta é a convicção do diretor da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz, Miguel Feijão. O mesmo responsável explica que, embora a quantidade de uva colhida tenha sido inferior à do ano passado, as vinhas novas ajudaram a que essa redução não tenha sido tão acentuada.

Maria Antónia Zacarias

22 Outubro 2015 | Publicado : 12:07 (22/10/2015) | Actualizado: 12:08 (22/10/2015) | Fuente: Redacção D.S.

Como correu a vindima este ano para os sócios da CARMIM?

Podemos dizer que correu bem. As uvas entraram todas com uma qualidade excelente, não tivemos problemas de podridão como tivemos o ano passado. Com a vicissitude da seca se ter prolongado, as uvas desidrataram-se e entraram aqui com grandes níveis de concentração e com menos peso. Esta situação fez com que tenhamos reduzido a nossa produção em relação a 2014, em um milhão e 300 mil quilos. No entanto, a diminuição não foi maior porque houve muita vinha nova que já esteve a produzir este ano.

Quer dizer que foram as vinhas novas que deram uma maior vitalidade à produção?

Digamos que foi a compensação. Se fossem só as vinhas do ano passado, certamente teríamos uma quebra muito mais acentuada. É verdade que entrou menos uva, mas com uma qualidade extrema. A qualidade é mais homogénea. Mas não podemos esquecer os vinhos que resultaram da vindima do ano passado e que nos levou a produzir 18 milhões de vinhos com uma ótima qualidade e a prova disso é que temos a produção quase toda vendida. Aliás, estamos a controlar as vendas até final de dezembro para que não tenhamos que introduzir vinhos novos antes daquilo que é normal eles entrarem, principalmente os tintos que só devem chegar ao mercado a partir de fevereiro ou março.

A qualidade dos vinhos deste ano, quando se assinala a efeméride de Reguengos de Monsaraz a Capital Europeia do Vinho, é uma mais-valia em termos de dar continuidade à projeção deste produto deste concelho?

A CARMIM vai produzir, este ano, vinhos com qualidade mais garantida e mais homogénea. Se para o ano conseguirmos ir anunciando que o vinho que estamos a vender, que estamos a lançar no mercado é o vinho gerado na Cidade Europeia do Vinho pode ser, efetivamente, uma mais-valia. Inclusivamente pode ser uma ajuda para os consumidores sentirem mais curiosidade para comprarem. Este ano, não há o vinho menos e o vinho mais. Agora depois da estabilização, andamos a escolher aqueles lotes que vamos deixar, com mais apetência, para fazermos vinhos reserva.

A CARMIM está a pensar em lançar novidades no mercado a curto, médio prazo?

Em termos comerciais não vai haver novidades em vinhos, mas sim em referências. A cooperativa está a pensar lançar no mercado, dentro de pouco tempo, duas referências viradas exclusivamente para o canal Horeca para que os nossos comerciais cheguem à restauração e digam que aquelas referências vão estar só nos restaurantes e não noutros canais de distribuição. Contudo, ainda estamos a decidir se vamos fazer o lançamento com vinhos de 2014 ou se vamos optar pelos vinhos produzidos em 2015, mas só lá para março do próximo ano.

CARMIM também está
com os “azeites”

A cooperativa tem também uma forte tradição na produção de azeite. Como vê este segmento de mercado?

Estamos no início da apanha da azeitona. Neste momento, ainda é prematuro falar de quantidades e quantidade, porque esteve muito tempo sem chover e os olivais que não são regados têm azeitonas ainda aquém do que era desejado. Com a chuva que tem vindo a cair, temos que perceber como é que as azeitonas evoluem em termos de tamanho e de massa para sabermos se vamos ter uma produção muito maior do que a do ano passado ou se ligeiramente superior.

Na sua opinião, como tem sido a aceitação deste produto da CARMIM?

Os nossos azeites têm tido uma grande aceitação no mercado. Lançámos este ano uma referência chamada de “Reguengos Gourmet”. Temos os nossos azeites extra-virgens e os azeites virgens que são os que aparecem nos garrafões de cinco litros. Os restaurantes famosos de Évora têm os nossos azeites nas suas ementas, na cozinha e alguns na mesa. O azeite é tão velho na cooperativa como o vinho. Recorde-se que iniciámos a laboração com o lagar antigo da cooperativa ao mesmo tempo que começámos a laboração com o vinho. Os nossos sócios tanto têm de vinho como de olivicultura e temos olivais novos a serem plantados em Reguengos de Monsaraz. Como tal, vamos certamente aumentar a produção. O azeite é, de facto, para continuar e com uma qualidade que é excelente. No Brasil, o nosso azeite é ímpar!

“Uma empresa muito segura
e muito fiável”

O que diferencia a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz e a leva a ter a dimensão que tem e reconhecimento?

Eu gosto de pensar que as pessoas olham para a CARMIM como uma empresa grande na região de Reguengos de Monsaraz e no Alentejo. Não sei se é a maior cooperativa no setor dos vinhos do país, mas não o sendo, é seguramente do Alentejo e é o maior empregador do concelho. A nossa missão social, a capacidade que os nossos funcionários têm para desempenhar as suas funções, a formação que nós permanentemente lhes vamos dando e a capacidade tecnológica que nós temos faz da CARMIM, através de todas as certificações, uma empresa muito segura e muito fiável. Os nossos produtos deixam, com certeza, toda a gente admirada e satisfeita quando os provam.

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