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Certame decorre até 30 de junho

Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em destaque na Feira de S. João

A candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027 é o tema que une as muitas propostas que a Feira de S. João apresenta na edição deste ano.

Marina Pardal

24 Junho 2019 | Fuente: Redacção

Para além da feira tradicional, há uma parte importante ligada às atividades económicas e setor institucional, mantendo ainda viva a componente agrícola e pecuária. Sem esquecer os espetáculos musicais, as exposições, o artesanato, as tasquinhas, as diversões, a tauromaquia, as atividades desportivas ou as marchas populares.
Como é habitual, este certame constitui um ponto de encontro para os eborenses, quer aqueles que cá vivem, quer para os que partiram para outras paragens; ao mesmo tempo, que tem atraído a visita de muitos forasteiros.
Esta feira vai animar a cidade até ao próximo dia 30 de junho. O Rossio de S. Brás volta a ser o “palco” deste evento, tal como aconteceu a 24 de junho de 1569, data em que terá sido realizada a primeira Feira de S. João em Évora.
Em entrevista ao Grupo Diário do Sul, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, começou por realçar que “a Feira de S. João é de facto a grande feira de Évora”, constatando que “é uma das grandes feiras do Alentejo”.
Referiu que “os eborenses anseiam pelo certame, mas também as gentes de outros concelhos do Alentejo e até de fora da região, agendando, muitas vezes, a vinda a Évora por ocasião deste evento”.
O autarca focou também que “é um ponto de reencontro de famílias e de amigos, incluindo daqueles que saíram de Évora e que aproveitam este período para voltar à cidade”.
De acordo com o edil, “o tema central é a Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027”, lembrando que “é apenas ainda uma introdução ao tema, pois estamos a arrancar com a preparação da candidatura, mas queremos de alguma maneira deixar essa marca na feira”.
Nesse sentido, “a exposição central incide sobre esta temática, de forma a mostrar as potencialidades que Évora tem para ser Capital Europeia da Cultura”, declarou, frisando que “também convidámos outras instituições que queiram abordar este tema a fazê-lo”.
O presidente da Câmara de Évora destacou que, “no Espaço Criança, vai haver uma abordagem deste tema com trabalhos diversificados feitos pelos mais novos”.

Um programa variado,
para diferentes públicos

Um dos pontos evidenciados pelo autarca foi “a alteração feita no espaço da feira, devido às obras de reabilitação do Palácio de D. Manuel, pelo que o jardim público não vai estar integrado no certame”.
Assim sendo, Carlos Pinto de Sá revelou que “deslocámos o palco principal para o parque de estacionamento junto à muralha, em frente à EPRAL”.
A este respeito, salientou que “temos vindo a procurar melhorar a oferta musical e nesta edição apresentamos um programa já com alguma dimensão”, recordando que “são espetáculos gratuitos”.
Na sua opinião, “apresentamos um conjunto de nomes de grande valia que esperamos que possam atrair muita gente à feira”, constatando que “são propostas para diferentes públicos”.
Ana Moura, Esperanza Fernandez, Happy Mess, Encontro Regional de Etnografia e Folclore, Pedro Mestre, Dino d’Santiago, Resistência, Pedro Calado, Mundo Segundo & Sam The Kid, Madrepaz, Uxu Kalhus e Noite Capote Música são os espetáculos agendados para o palco principal.
A par disso, o autarca evidenciou que “há também um palco no Espaço Criança e outro no Espaço Jovem”, precisando, relativamente a este último, que “este palco destina-se, sobretudo, a revelar talentos musicais da zona”.
Um dos aspetos mencionados por Carlos Pinto de Sá foi que, “tal como tem acontecido nos últimos anos, temos um conjunto de áreas onde abordamos temas diversas”.
Segundo o presidente do Município de Évora, “a Feira de S. João apresenta uma oferta diversificada com um programa variado, quer no recinto, quer fora dele, o que permite ir ao encontro dos gostos de diferentes públicos”.
Começou por referir “a mostra de atividades económicas, que este ano está a cargo da Associação Comercial do Distrito de Évora”.
Garantiu que “temos vindo a fazer um esforço no sentido de pôr a trabalhar em conjunto as várias associações empresariais de Évora e assim, em cada ano, cada uma delas prepara a mostra de atividades económicas”.
No entanto, o autarca afiançou que “queremos evoluir no sentido de um dia trabalharem em conjunto para poder dar outra dimensão económica à feira”.
Por outro lado, sustentou que “a área agrícola está a cargo da AJASUL e encontra-se na zona do ex-Iroma, que constitui também um espaço da feira”.
Para além disso, o edil realçou “a área institucional, com as grandes instituições da região de áreas variadas, mas também a área social, com a mostra das IPSS e das associações”.
O espaço dedicado às tasquinhas na Horta das Laranjeiras foi outro aspeto referido. “O objetivo é criar uma zona de lazer com petiscos”, assegurou o autarca, dizendo que “também é também um momento em que as associações conseguem recolher alguns fundos para a sua atividade”.
Por fim, assinalou a existência de “um vasto programa a nível desportivo”, destacando o Grande Prémio de S. João, que fizemos questão de recuperar e que tem vindo a afirmar-se”.
Evidenciar ainda que o Grupo Diário do Sul vai estar presente com uma exposição comemorativa dos 50 anos deste jornal, havendo 50 lonas espalhadas pelo recinto da feira, apresentando uma capa por cada ano de existência.

A eterna questão:
A feira vai manter-se no Rossio de S. Brás?

Ano após ano, mantém-se a questão relativa à localização da Feira de S. João. O Rossio de S. Brás continua a ser o local onde o certame se realiza, apesar do debate já ter sido iniciado.
Carlos Pinto de Sá recordou que “dissemos que íamos fazer uma discussão sobre esta matéria e de alguma maneira parece que não tem sido feito nada, mas essa discussão tem acontecido, sobretudo, na Comissão Municipal de Economia e Turismo”, revelando que “aquilo que verificámos é que a localização é um problema que está 'em cima da mesa'”.
Afirmou que “há quem defenda que a localização se deve manter no sítio em que está, enquanto outros defendem que deve sair do Rossio”, admitindo que “qualquer uma das soluções tem implicações de investimento”.
O autarca explicou que “se sairmos do Rossio temos de arranjar um espaço adequado e sem dúvida que precisamos de ter um parque de exposições em Évora, mas infelizmente o município ainda não tem condições para avançar para esse investimento e também não há fundos da União Europeia que permitam iam buscar verbas para esse objetivo”.
Por outro lado, esclareceu que “se a discussão apontar no sentido da feira se manter no Rossio, não poderá continuar com o esquema atual, sendo também necessário fazer um investimento”.
Carlos Pinto de Sá lamentou que “não se pode perspetivar, a curto prazo, alterações muito substanciais na feira, pois não há recursos suficientes”.

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