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Alentejo Hoje

Apresentação do CD "Fado Meu"

Mico da Câmara Pereira actua em Évora

Mico da Câmara Pereira apresenta, em Évora, no próximo sábado, o seu trabalho mais recente, intitulado “Fado Meu”. Esta é a primeira vez que o cantor actua a solo na sua terra natal, o que torna este espectáculo num momento especial na sua vida.

Marina Pardal

20 Fevereiro 2015 | Fuente: Redação D.S.

O local escolhido foi o Teatro Garcia de Resende, que pelas 21h30, vai acolher este eborense. Este palco não é desconhecido para o cantor, que já o pisou noutras ocasiões. Em entrevista ao Diário do Sul, Mico da Câmara Pereira, reconheceu que “é o palco mais importante de toda a minha vida musical”. Deu também a conhecer mais alguns pormenores sobre este espectáculo, mas também sobre a sua carreira.

- Como surge este espectáculo de dia 21 de Fevereiro, em Évora?

- Surge de uma enorme vontade que tenho de o fazer desde que saí de Évora, em 1986. Na verdade, desde essa altura, que não passa um dia que não pense no quanto gostaria de fazer um concerto na minha terra natal com as minhas músicas e os meus fados. Foi em Évora que nasci e é aqui que tenho os meus mais antigos, melhores e mais verdadeiros amigos. Foi aqui que, como membro da Tuna Académica do Liceu de Évora, tive a minha primeira grande paixão e passei os melhores anos da minha vida. Este será o concerto mais importante e mais emotivo da minha vida .

- Como descreve o seu novo disco “Fado Meu”? Como se dá este encontro com o fado?

- Este é um CD muito abrangente, pois ao ter como convidados Olga Prats, Mafalda Arnault, Noa, Samanta Castilho, Luís Represas, Silvestre Fonseca e os meus irmãos Francisca, Gonçalo e Nuno, faz com que seja um trabalho eclético e ao mesmo tempo popular. Por um lado, tem temas clássicos revisitados de uma maneira original e surpreendente, por outro tem originais que, apesar de não terem uma construção harmónica fadista, com a presença da guitarra portuguesa, ganham uma dimensão deslumbrante e muito agradável de serem ouvidos. Na realidade este não é um encontro com o fado, mas sim um reencontro, uma vez que comecei a cantar fado aos 6 anos de idade e foi para cantar fado e estudar música no Conservatório Nacional que saí de Évora rumo a Lisboa. Estive durante uns anos na equipa de músicos do meu irmão Nuno, com quem corri mundo, mas uns tempos depois afastei-me do fado e dediquei-me mais a uma música portuguesa de cariz mais popular. Custava-me muito cantar fado. Musicalmente falando a Tuna do Liceu de Évora é a minha madrinha e o meu irmão Nuno é o meu padrinho. E agora finalmente senti que estava preparado e tinha a maturidade suficiente para cantar fado.

- Em que locais está a ser apresentado este novo trabalho?

- Este CD foi apresentado no Teatro S. Luiz, em Lisboa, e desde então tem vindo a ser apresentado por esse país fora em inúmeros auditórios. Já estão confirmados concertos em Tomar, Santa Comba Dão, Coimbra, Angra do Heroismo, Funchal e Guimarães e o número de espectáculos agendados quase que já é suficiente para ter concertos todos os fins-de-semana até ao Verão.

- Quantas vezes actuou em Évora?

- Esta é a primeira vez que actuo a solo em Évora. Por esse motivo, e por ser natural desta cidade, este torna-se o concerto mais importante e emotivo da minha vida.

- Que retrato faz do público da sua cidade?

- O público de Évora, e de todo o Alentejo, é um público especialmente atento e exigente porque é culto musicalmente. Espero estar à altura das exigências dos meus conterrâneos.

- Actuar num espaço como o Teatro Garcia de Resende tem um significado especial?

- Actuar num teatro como o Garcia de Resende é especial para mim, não só porque foi este o primeiro palco que pisei aos 6 anos de idade numa festa do Colégio da Imaculada Conceição, onde fiz a escola primária, mas também porque mais tarde participei por diversas vezes neste espaço nas Récitas de Gala do Liceu, como organizador das mesmas e membro da Tuna Académica do Liceu de Évora. Na realidade, este é o palco que mais prazer me dá e anseio pisar, é para mim o palco mais importante de toda a minha vida musical, e já pisei muitos.
Espero sinceramente que o Teatro Garcia de Resende esteja cheio para mostrar o que este alentejano andou a fazer nos últimos 29 anos fora da sua terra natal.

- Recorde-nos os trabalhos que já editou ao longo da sua carreira.

- Editei o primeiro CD (À Sombra da Lua ) em 1999 e o segundo (Por Viver Assim ) em 2002, em parceria com o meu grande amigo e conterrâneo Rui Melo. Agora tenho três CD’s editados, sendo todos diferentes, mas cada um, à sua maneira, espelha a fase que atravessava na minha vida quando os gravei. Gosto de todos mas, naturalmente, este “Fado Meu” é o mais especial, pois nele estão incluídos os primeiros fados que cantei na minha casa na Avenida Leonor Fernandes (Évora), está nele todo o meu percurso musical e é com esse que vou caminhar nos próximos tempos.

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