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Ministro anunciou na Ovibeja

Governo quer lançar Programa Nacional de Regadios

O Governo pretende lançar um Programa Nacional de Regadios com cerca de 90 mil hectares, metade dos quais para a expansão do Alqueva, que poderá ser financiada pelo Plano Juncker, revelou ontem o ministro da Agricultura.

Diário do Sul / Lusa

22 Abril 2016

O Programa Nacional de Regadios, "que corresponde a cerca de 90 mil hectares em todo o país, metade dos quais no Alqueva", está integrado no Programa Nacional de Reformas, aprovado hoje em Conselho de Ministros, explicou Luís Capoulas Santos, aos jornalistas, em Beja, após ter participado na sessão de abertura da feira de agropecuária Ovibeja.

Segundo o ministro, uma das fontes de financiamento previstas para o programa é o Plano Juncker, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, com o qual o Governo está, atualmente, "a negociar o financiamento de cerca de 200 milhões de euros" necessário para expandir a área de regadio do Alqueva em mais 45 mil hectares, além dos 120 mil inicialmente previstos no projeto e que deverão ficar concluídos na atual campanha de rega.

Na sua intervenção na sessão de abertura da Ovibeja, Luís Capoulas Santos disse que “já foram iniciados contactos no sentido de se poder eventualmente vir a garantir o financiamento” da expansão do Alqueva através do Plano Juncker.

“O problema", sublinhou, "é que empréstimo implica endividamento, aumento da dívida do Estado, o que, naturalmente, terá de ser assumido pelas Finanças”.

No entanto, “estamos a tentar negociar um empréstimo em termos de prazo e de um período de carência, que permita algum alívio nas contas”, afirmou o ministro, considerando “impensável” parar o projeto Alqueva, devido ao “sucesso que tem tido”, “por falta de financiamento” e “por mais difíceis que sejam as condições financeiras do Estado português”.

Ainda em relação ao Alqueva, a situação que o Governo PS encontrou "foi que a fonte de financiamento" do projeto terminou em 31 de dezembro de 2015 e ainda com obras em curso, que decorrerão até julho e agosto deste ano sem que para elas tivesse sido garantido qualquer financiamento".

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