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Saúde

Água vai ser captada na albufeira do Roxo em “local mais afastado da margem”

A água da barragem do Roxo que abastece Beja e Aljustrel vai começar a ser captada, nos “próximos dias”, num local “mais afastado da margem”, revelou o Grupo de Acompanhamento da Qualidade da Água daquela albufeira.

20 Agosto 2015 | Fuente: LUSA

Em comunicado enviado à agência Lusa, este grupo, constituído por várias entidades nacionais, regionais e locais que acompanham a situação do sabor e cheiro a terra e a mofo da água do Roxo, revelou que a alteração do local de captação na albufeira foi uma das medidas acordadas numa reunião realizada em Beja, na segunda-feira.

“Nos próximos dias, será alterado o local de captação na albufeira do Roxo, através de uma captação em jangada que permitirá extrair água mais afastada da margem da albufeira, de melhor qualidade”, pode ler-se na nota de imprensa conjunta.

O grupo, tal como a Águas Públicas do Alentejo (AgdA) já tinha garantido na semana passada, frisou hoje que os resultados das análises à água mostram “o cumprimento dos parâmetros de qualidade exigidos pela legislação aplicável”.

“O consumo desta água não constitui risco para a saúde pública, conforme parecer da Autoridade de Saúde Pública”, mas “serão mantidos os apertados controlos analíticos”, para “assegurar uma permanente vigilância da sua qualidade”, é referido no comunicado.

A água das redes públicas de Beja e Aljustrel tem vindo, nas últimas semanas, a suscitar queixas dos consumidores, por alegadamente apresentar “cheiro a terra e sabor a mofo”.

Segundo a AgdA, em esclarecimentos recentes enviados à Lusa, “os compostos orgânicos encontram-se em concentrações ínfimas (0,00000001 g/l) e não há registos de terem produzido intoxicação em seres humanos”.

A empresa, responsável pelo abastecimento em alta naqueles dois concelhos do distrito de Beja, também já esclareceu que estes problemas da água se devem “à proliferação de microrganismos na albufeira do Roxo, em resultado das elevadas temperaturas e do abaixamento das reservas de água”.

O Grupo de Acompanhamento da Qualidade da Água do Sistema do Roxo integra a AgdA, a Agência Portuguesa do Ambiente/ ARH Alentejo, a Câmara Municipal de Aljustrel, a Empresa Municipal de Água e Saneamento (EMAS) de Beja, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e a Unidade de Saúde Local do Baixo Alentejo.

Num outro comunicado conjunto divulgado terça-feira, as câmaras de Beja e Aljustrel reclamaram a “intervenção célere” da AgdA na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do Roxo e a adoção de “medidas corretivas” no processo de captação e tratamento da água.

Segundo o grupo de acompanhamento, na reunião de segunda-feira foi também decidido introduzir “alterações nos procedimentos de operação da ETA, que permitam atenuar a questão do sabor e cheiro a mofo da água fornecida”, e maximizar “a utilização de água subterrânea para diluição com a água proveniente da ETA do Roxo”

“Foi ainda reconhecido que as medidas de curto prazo que estão a ser tomadas não substituem a necessidade de uma remodelação mais profunda da ETA do Roxo”, realça o grupo, explicando que também “não foi considerado eficaz, no presente contexto, efetuar um reforço dos níveis de armazenamento” do Roxo a partir do sistema do Alqueva”.

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