Alentejo Hoje
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German Efromovich, do grupo Synergy

O empresário que quer adquirir a TAP pode mudar a face ao Aeroporto de Beja

O empresário German Efromovich, do grupo Synergy, tem na manga uma proposta que pode ir ao encontro dos interesses do Baixo Alentejo. Este candidato à compra da TAP admite vir a rentabilizar também o Aeroporto de Beja, caso chegue a ser o futuro dono da companhia aérea portuguesa.

Roberto Dores

22 Maio 2015 | Fuente: Diário do Sul

E já definiu prioridades: Efromovich quer transformar o aeroporto que tem dado que falar, mas que poucos voos tem recebido, num novo centro logístico de carga, através da criação de "sinergias" com o Porto de Sines.
A notícia foi avançada pelo jornal Expresso e já está a merecer a atenção dos agentes regionais do Baixo Alentejo, esperançados que, finalmente, a infra-estrutura aeroportuária passe a ter utilização, sabendo-se, para já, que o empresário German Efromovich ambiciona transformar o aeroporto de Beja num hub de carga do grupo Synergy (que pretende juntar a TAP à Avianca) para a Europa.
Uma luz ao fundo do túnel, depois há cerca de quatro anos o Governo se ter comprometido em estudar uma forma de aproveitamento das instalações. Porém, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, viria a admitir recentemente – na sua passagem pela Ovibeja – que, afinal, acabou por não ser possível fazer o melhor aproveitamento do investimento já realizado e que já ultrapassa os 33 milhões de euros.
De acordo com os dados avançados pela Força Aérea Portuguesa, em 2014, o movimento de aeronaves no aeroporto de Beja cifrou-se nas 88 aviões e o número de passageiros ficou-se pelos 918, sendo que o tráfego aéreo que aterra e descola é na sua quase totalidade de aviões de executivos que se deslocam à região de Beja para caçar.
De resto, nenhuma companhia aérea de voos regulares mostrou interesse em usar o aeroporto de Beja, que resultou do aproveitamento civil da Base Aérea nº 11.E Porquê? Segundo a ANA, a suspensão da maioria dos projectos turísticos previstos para o Alentejo "eliminou a relevância" do transporte de passageiros, não sendo novidade para ninguém que na maior parte dos dias a infra-estrutura está completamente vazia.
A empresa Aeroportos de Portugal sublinha, contudo, que a decisão de avançar com a construção do aeroporto foi tomada no contexto diferente do actual, já que há uns anos estavam programados para região a construção de “ambiciosos planos de investimento turístico e imobiliário, que seriam susceptíveis de gerar tráfego de passageiros" . Porém, o impasse em que mergulharam os principais investimentos viria a ditar “a eliminação da relevância da componente de transporte de passageiros" no aeroporto alentejano.
Também por esta razão, Passos Coelho deixou uma mensagem de esperança na visita à Ovibeja. Admitiu que até à data não foi possível encontrar uma solução que trouxesse o transporte aéreo regular a Beja mas acredita que uma parte do desenvolvimento em torno da região de Alqueva poerá potenciar uma nova realidade bem mais optimista.

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