A estátua de Vasco da Gama, ex-libris de Sines, foi inaugurada há 50 anos, a 19 de dezembro de 1970.

A reivindicação de uma estátua de Vasco da Gama era antiga. Em 1849, na monografia Breve Notícia de Sines, Francisco Luís Lopes defendia que a memória de Vasco da Gama fosse perpetuada em Sines, e queixava-se de que na vila não existia qualquer monumento que fizesse saber ao mundo que aqui tinha nascido o descobridor das Índias.

Em 1907, em visita à casa onde a tradição diz que Vasco da Gama nasceu, o poeta e político Tomás Ribeiro terá dado a ideia de ali se erguer um monumento ao navegador.

Em 1924, no quarto centenário da morte de Vasco da Gama, fez-se um peditório destinado à compra de um busto para ser colocado no Largo dos Penedos. Foi lançada a primeira pedra, mas o dinheiro angariado não foi suficiente para a aquisição.

Outra localização apontada para a estátua foi o Largo de Nossa Senhora das Salvas, junto à igreja mandada reerguer por Vasco da Gama. A inauguração da estátua nessa localização chegou mesmo a estar anunciada no programa das festas do quinto centenário do nascimento do navegador, em 1969. Era a localização preferida pela Câmara Municipal da altura, mas o Ministério das Obras Públicas não a aprovou.

Somente em 1970, e ainda por ocasião do quinto centenário do nascimento de Vasco da Gama, é que Sines veio a ter a desejada estátua, junto à torre oeste do Castelo de Sines, inaugurada pelos ministros do Interior e das Obras Públicas.

O autor da estátua, António Luís Branco de Paiva (1926-1987), foi um dos renovadores da escultura monumental portuguesa da segunda metade do século XX. O modelo da sua estátua de Vasco da Gama foi o retrato do navegador mandado executar para o Palácio dos Vice-Reis da Índia, em Goa, por D. João de Castro, em 1547.

A estátua será objeto de uma intervenção de manutenção.

Fonte: Câmara Municipal de Sines

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