Aos 87 anos, Alberto Augusto Ramos conta com mais um livro publicado, juntando aos outros quatro que já fazem parte do seu percurso literário.

“Caminhos de Vingança”, editado pela Chiado Books, em março de 2020, é um romance que tem como palco a cidade de Évora, no final do século XVIII, princípio do século XIX.

Alberto Augusto Ramos é natural de Freches, no concelho de Trancoso, distrito da Guarda. No entanto, Évora já faz parte da sua vida há quase 50 anos, tendo vindo para esta cidade alentejana em 1972, quando foi nomeado inspetor do Ministério da Educação dos distritos de Évora e de Portalegre.

Em declarações ao Grupo Diário do Sul, o autor admitiu que “a escrita faz parte da minha vida desde sempre”, recordando que “o primeiro livro que escrevi foi em 1969”.

Explicou que “era um resumo da história de Portugal, pois dava aulas de ensino particular numa instituição dos Correios e os diretores pediram-me para fazer um livro próprio para os alunos de lá”.

A par deste primeiro “teste” no mundo literário, Alberto Ramos conta já com a publicação de cinco livros. São eles “Recordar Freches” (monografia), “Recordar é Viver” (monografia), “O Ensino Primário em Portugal” (investigação), “Vidas com História ou Histórias com Vida” (romance) e “Caminhos de Vingança” (romance).

Relativamente a esta última obra, o autor adiantou que “é sobre os usos, costumes e tradições de Évora nos fins do século XVIII e princípios do século XIX”.

Assegurou que “apesar de ser completamente diferente de outros livros que já escrevi mais na área da investigação, este também exigiu muita pesquisa histórica”.

De acordo com Alberto Ramos, “é um romance, cujas personagens são condicionadas por usos, costumes e tradições, bem como pela vida económica, social, política e religiosa da época”.

Revelou que “os factos passam-se em Évora, enquadrados em factos reais e históricos que aconteceram na cidade, como é o caso da inauguração do Teatro Garcia de Resende, em 1892, em que veio cá o Infante D. Afonso”, assumindo que “em ‘Caminhos de Vingança’ estou a romancear a história”.

Do prefácio, escrito pela professora Maria Ana Bernardo, da Universidade de Évora, há a destacar que “as transformações políticas, económicas e sociais que afetaram a sociedade portuguesa desde o Liberalismo ao início do Estado Novo circunstanciam a vida dos homens, mulheres e crianças que se cruzam no livro”.

Considerou que “o rigor informado da cronologia, as pormenorizadas descrições dos lugares e dos acontecimentos situam o livro no domínio da ficção histórica”.

Para Maria Ana Bernardo, “todos estes aspetos são entrelaçados num enredo no âmbito do qual os personagens ganham vida e individualidade”, realçando que “isso acontece pela manifestação das suas inclinações afetivas, pela coragem, cobardia e ambição que determinam as suas ações, mas também pela generosidade que demonstram”.

Autor: Redação DS / Marina Pardal

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